Fenprof alerta para agravamento da falta de professores e exige revisão da carreira
O secretário-geral salientou que os dados relativos à falta de docentes confirmam o agravamento da situação.
O secretário-geral salientou que os dados relativos à falta de docentes confirmam o agravamento da situação.
O secretário-geral explicou que o horário dos professores está dividido em componentes letiva, não letiva e de trabalho individual, que faz que os docentes trabalhem "mais de 50 horas por semana".
Entre os docentes estão a ex-ministra Elvira Fortunato e o seu marido. Auditoria da IGEC aponta para violação do regime de exclusividade.
Sindicato considera que o pagamento tem de ser calculado com base na componente letiva "e não nas 35 horas semanais".
Secretário-geral da federação sindical defende ações imediatas para valorizar a carreira docente e suprir a falta de docentes.
Segundo a Fenprof existe mesmo um agrupamento da zona de Lisboa onde hoje de manhã ainda faltam colocar 12 professores do 1.º ciclo.
À semelhança do ano passado, Fernando Alexandre voltou a comprometer-se com a valorização dos profissionais, recordando os desafios enfrentados na educação e o caminhou que começou a trilhar.
Segundo Fernando Alexandre, neste momento, deverá haver cerca de mil horários completos por preencher nas escolas.
O ministro da Educação apresentou às 12 organizações sindicais que representam os professores a proposta de alteração ao apoio atribuído a professores deslocados.
O novo secretário-geral da FENPROF explica porque convocaram uma greve às provas ModA, sublinha que o número de alunos sem professores não é conhecido por motivos políticos, e que é urgente tornar a profissão cativante.
Nos próximos cinco anos, vão aposentar-se mais de vinte mil professores e que só nos primeiros três meses deste ano reformam-se 1.096 docentes.
Poucos professores aposentados a regressarem ao ativo e a baixa adesão à especialidade de Medicina Geral e Familiar, mostram que as medidas apresentadas não estão a surtir o efeito desejado. Sindicatos defende outras soluções.
As greves terminaram quando os professores são ouvidos, as negociações são sérias e o diálogo é estreito. Foi possível alcançar em pouco tempo um acordo histórico para a recuperação do tempo de serviço congelado, pondo fim a um período penalizador para os alunos e para as famílias portuguesas.
As negociações para a revisão do Estatuto da Carreira Docente vão arrancar a partir de 21 de outubro e o ministro espera que o processo esteja concluído no prazo de um ano.
Miguel de Lemos, o professor que abriu o jogo sobre o assédio moral e sexual na Faculdade de Direito de Lisboa nota a falta de vontade das instituições para mudarem e critica a passividade de Elvira Fortunato, que tutela o Ensino Superior.
A intenção foi hoje apresentada às organizações sindicais numa reunião negocial sobre o tempo de serviço dos professores.