Ébola: DGS atualiza procedimentos para responder a eventuais casos suspeitos
O risco de infeção para as pessoas que vivem na Europa permanece baixo, dada a reduzida probabilidade de importação e transmissão secundária do ébola.
O risco de infeção para as pessoas que vivem na Europa permanece baixo, dada a reduzida probabilidade de importação e transmissão secundária do ébola.
O caso mais mediático deste ano, e mais grave, foi o surto de hantavírus no MV Hondius, mas só em maio, milhares de pessoas viram-se isoladas em três navios de cruzeiro diferentes. No entanto, os surtos em navios têm uma história antiga.
A diretora do ECDC adiantou que os hantavírus estão identificados na literatura científica há mais de cinco décadas, reiterando que precisam de um longo período de exposição e de um contacto muito intenso para se transmitirem.
OMS recomenda isolamento por 42 dias na sequência do surto de hantavírus a bordo do MV Hondius, mas cada país tem as suas regras.
Vestidos com batas médicas brancas e usando máscaras, os passageiros desembarcaram do avião médico, transportando sacos brancos com os pertences, antes de entrarem no terminal.
A DGS indicou ainda na nota que não existe em Portugal "qualquer alteração da avaliação do risco".
A organização garantiu que o risco deste surto para a população em geral é baixo.
Os passageiros e tripulantes que apresentem sintomas de infeção necessitam de isolamento imediato, testes e cuidados médicos, enquanto os que estão assintomáticos devem permanecer em quarentena até seis semanas.
Operação de desembarque e repatriamento vai terminar na segunda-feira.
Tedros Adhanom Ghebreyesus está a acompanhar o desembarque dos passageiros.
Cidadão não reside em Portugal, explica a DGS.
Dos campos de batalha asiáticos aos parques naturais norte-americanos, os surtos de hantavírus contam uma história antiga: a da convivência arriscada entre humanos, roedores e ambientes em mudança.
A DGS diz ainda que se mantém em articulação com as instituições europeias "para acompanhamento, em permanência, da situação" e que a gestão dos passageiros está a ser feita pelo Governo de Espanha.
Ana Paula Martins garantiu que as autoridades estão a acompanhar a evolução do surto hora a hora.
Uma vez no porto espanhol, a tripulação e os passageiros "serão devidamente examinados, receberão os cuidados necessários e serão transferidos para os respetivos países".
Em França também houve casos, pelo menos 11 crianças foram hospitalizadas após consumirem a mesma fórmula, e está a ser investigada uma possível ligação entre a ingestão deste leite com a morte de outros dois bebés.