Juros da dívida de Portugal sobem com força a dois, a cinco e a 10 anos
Alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda e Itália.
Alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda e Itália.
Uma semana após a Standard & Poor's ter surpreendido ao elevar a perspetiva da dívida portuguesa de "estável" para "positiva", a Fitch seguiu-lhe os passos.
"Dadas as dificuldades do crescimento a longo prazo e das mudanças demográficas, os riscos para a sustentabilidade da dívida pública continuam significativos a médio e longo prazo", refere o relatório anual.
Agência de notação financeira acredita que trajetória de redução da dívida pública deverá manter-se, no entanto, vê na ascensão do partido de André Ventura um risco para mais despesa pública.
A agência de notação financeira elevou em um nível a classificação da dívida soberana portuguesa, que está agora igual à da Moody’s e Fitch. Mas enquanto as restantes agências têm uma perspetiva 'estável' para a evolução da qualidade da dívida de longo prazo, a Standard & Poor's reiterou o seu "outlook" 'positivo', sinalizando assim que pode decidir em breve uma nova melhoria do "rating".
O líder do PS abomina elogiar privados, não quer parcerias público-privadas na Saúde e sente culpa quando se descobre que comprou um carro de luxo.
Excedente antes do previsto, dívida em mínimo de 12 anos, emprego-recorde, receitas-recorde. Costa e Medina têm espaço inédito para escolher medidas de política pública no Orçamento para o próximo ano.
Um ano depois das eleições antecipadas, as situações de instabilidade dentro do executivo não estiveram relacionadas com a especulação de que António Costa poderá sair a meio do mandato, mas com episódios que envolveram vários membros da sua equipa, em particular Pedro Nuno Santos, apontado como potencial futuro candidato a líder do PS.
A Fitch reiterou o rating da República no segundo nível acima de "lixo", mas elevou a perspetiva para a evolução da dívida, de estável para positiva.
O Governo já reagiu à subida do rating da dívida portuguesa decidida esta sexta-feira pela Moody's.
Em entrevista à SÁBADO, o economista Paul Krugman defende que o governo tinha margem para gastar mais nesta crise e não pensar na dívida pública. Critica a austeridade passada, mas diz que em 2011 o país "tinha de fazer o que a troika ia pedir".
A agência de notação financeira decidiu não mexer no rating da dívida portuguesa de longo prazo nem na perspetiva para a evolução da qualidade do crédito soberano.
Questionado se há espaço para o país se endividar mais, o Presidente da República responde: "Sabe que quando não há outro remédio, tem de ser".
"A natureza temporária de parte das medidas garante-nos que, uma vez ultrapassada a crise, voltemos a ter contas públicas equilibradas", disse o ministro das Finanças.
O IGCP angariou 1.250 milhões de euros num duplo leilão de dívida a seis e 10 anos. Portugal conseguiu taxas negativas para se financiar a seis anos e pagou a terceira taxa mais baixa de sempre para colocar as obrigações com maturidade em 2030.
"Nós temos aqui a erupção de um fator novo que também tem consequências económicas que é o medo", afirmou o responsável pela recuperação económica.