Ataques israelitas atingem Cidade de Gaza e Deir Al-Balah
Dois ataques atingiram a Cidade de Gaza e Deir Al-Balah, na Faixa de Gaza, esta terça-feira à noite, após um aviso emitido pelas forças militares de Israel.
Dois ataques atingiram a Cidade de Gaza e Deir Al-Balah, na Faixa de Gaza, esta terça-feira à noite, após um aviso emitido pelas forças militares de Israel.
O Ministério da Saúde de Gaza informou na terça-feira que 1.110 pessoas foram mortas e 3.599 ficaram feridas em ataques israelitas desde o cessar-fogo.
Os ataques atingiram mais de uma dúzia de localidades ao longo da madrugada, matando três pessoas em Arab Salim, uma em Deir Zahrani e outra em Dweir.
Simultaneamente, houve relatos de bombardeamentos de artilharia contra a cidade de Deir Amas, também na região de Tiro.
À sombra da guerra regional contra o Irão, os colonos intensificaram os seus já recorrentes ataques na Cisjordânia, matando pelo menos nove pessoas e ferindo dezenas, segundo dados da ONU.
Os corpos de 53 palestinos não identificados, juntamente com 68 órgãos e restos mortais, foram sepultados, esta sexta-feira, numa vala comum em Deir Al-Balah, no centro da Faixa de Gaza.
Os ataques foram realizados contra o grupo fundamentalista na Síria, numa resposta ao ataque que matou dois militares norte-americanos e um tradutor.
Dezenas de pessoas reuniram-se em Deir al-Balah, no centro da Faixa de Gaza, esta quinta-feira, para assistir ao jogo entre a Palestina e a Arábia Saudita para a Taça das Nações Árabes. A seleção da Palestina, apurada pela primeira vez para os quartos de final, perdeu a partida por 2-1.
Israel já tinha lançado, uma série de ataques aéreos contra a cidade de Rafah, na Faixa de Gaza, após acusar o Hamas de atacar uma escavadora militar israelita.
Os residentes, que estão a regressar paulatinamente às suas residências estão a concentrar-se sobretudo em verificar o que resta das suas casas e em recuperar os corpos dos mortos.
O diretor-geral da diplomacia israelita acusou o organismo da ONU de ser “uma instituição de investigação politizada".
Tess Ingran, porta-voz da agência da ONU para a infância para o Médio Oriente, salientou que em todos os centros de ajuda que visitou "existem pais desesperados a tentar encontar ajuda para os seus filhos, que estão desnutridos e fracos".
Ao todo já morreram 281 pessoas, incluindo 114 crianças.
A Organização Mundial de Saúde já alertou que a desnutrição infantil “está a acelerar a um ritmo catastrófico”, com mais de doze mil crianças identificadas como gravemente desnutridas apenas em julho.
Telavive controla já cerca de 75% de Gaza e a Cidade de Gaza tem servido de refúgio para grande parte da população.
Israel acredita que, com esta "pausa tática", vai conseguir "refutar a falsa alegação de fome intencional", cada vez mais feita para comunidade internal.