Crianças vítimas de violência doméstica em casas abrigo já são mais do que mulheres
Segundo os dados divulgados esta quarta-feira no Portal de Violência Doméstica pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género.
Segundo os dados divulgados esta quarta-feira no Portal de Violência Doméstica pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género.
Sobre a supressão noticiada de posições técnicas num documento enviado aos deputados acerca dos projetos sobre autodeterminação de género.
A Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género defende que a lei está alinhada com orientações internacionais e que a autodeterminação está protegida na Constituição Portuguesa.
Vítor Silva, coordenador da Pós-Graduação em Psicologia Forense e Investigação Criminal do Piaget Viseu, defende a criação de equipas multidisciplinares.
Teleassistência é dada às vítimas por decisão do Ministério Público.
Este valor ultrapassa já o número total de mulheres idosas encaminhadas para uma casa de abrigo nos doze meses de 2024.
Entre 2019 e 2024 o número de vítimas com mais de 65 anos apoiadas pela APAV aumentou 29%.
Foram registados cinco homicídios em contexto de violência doméstica.
Em causa estão declarações que "desrespeitam gravemente os direitos das mulheres e espalham desinformação sobre o aborto".
A CIG remeteu "denúncia ao Ministério Público por comercialização de conteúdo potencialmente enquadrável na propagação de discurso de ódio contra as mulheres, apologia da violência sexual e incitamento à prática de crimes sexuais".
O ministro Pedro Duarte, académicos, sociedade civil e vários representantes da Administração Pública vão debater na primeira conferência nacional DEI Summit, promovida pela Associação Portuguesa para a Diversidade e Inclusão.
De acordo com os dados mais recentes, atualizados na página online da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, 794 pessoas - entre 442 mulheres, 331 crianças e 21 homens - deram entrada numa casa de abrigo ou num acolhimento de emergência, nos primeiros três meses deste ano.
Em situação de violência doméstica, cabe à Cruz Vermelha o trabalho invisível de conduzir as pessoas agredidas, e as suas famílias, para um local seguro. Não é uma mera deslocação, para quem o faz “salvam-se vidas” – mas o trabalho da instituição termina no fim da viagem.
Foram registados quinze femicídios, todos cometidos por homens e parceiros íntimos (atuais ou passados) das mulheres assassinadas.
A Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género assinala 46 anos com a caracterização da "situação de mulheres e homens nas diferentes dimensões da vida social", identificando diferenças e apontando desigualdades.
Bruno Gonçalves, o vice-presidente da Associação Letras Nómadas, adiantou que essa insatisfação e as críticas estão expressas num manifesto assinado por nove associações.