Deputado do Chega nos Açores compara sindicatos a "cartéis criminosos"
Durante uma interpelação ao Governo Regional, o líder do Chega/Açores José Pacheco também afirmou que é "preciso acabar com o comunismo em Portugal".
Durante uma interpelação ao Governo Regional, o líder do Chega/Açores José Pacheco também afirmou que é "preciso acabar com o comunismo em Portugal".
José Pacheco voltou a criticar "pais, que nada fazem e nada querem fazer" que "acabam por ter esta prioridade injustamente", apesar de outros partidos terem considerado a resolução "discriminatória" e "penalizadora".
José Pacheco admite reeditar acordo com PSD nas eleições, algo que Ventura não quer. Antes de ser deputado regional, foi do CDS, vendeu carros em segunda mão, cantou bastante (e muito mais).
Se a aliança do PSD com o Chega nos Açores se repetir, acontecerá em plena campanha para as legislativas. Líder do Chega Açores admite essa possibilidade à SÁBADO. Dirigentes do PSD não querem revelar se haverá diretrizes para Bolieiro excluir Chega.
O deputado regional Carlos Furtado, antigo presidente do Chega/Açores, denuncia irregularidades nos boletins de voto e nas urnas das últimas eleições internas. À SÁBADO, novo líder responde: "Estamos a lidar com alguém com perturbações mentais."
O deputado sustentou que não pode "confiar em pessoas que mentem todos os dias", acusando o executivo regional de "empurrar com a barriga os problemas da região" e de estar envolvido em "trapalhadas" no processo das Agendas Mobilizadoras do Plano de Recuperação e Resiliência.
Ventura anunciou que a direção do Chega vai retirar apoio ao governo regional dos Açores. Mas calma, ainda não é o fim da linha: apesar da decisão, José Pacheco, líder do Chega/Açores, não arrisca o mesmo à SÁBADO.
André Ventura assume que a decisão final caberá ao Chega Açores, mas que a direção nacional recomenda que deixe de dar apoio ao governo do PSD.
"Tenho sobre mim uma grande carga emocional que me impede levar por diante o trabalho que gostaria de levar em nome deste partido", explicou.
Oito elementos da direção do partido apresentaram a sua demissão em solidariedade com o seu líder demissionário, Carlos Furtado.
O líder do Chega/Açores diz que acordo alcançado com a coligação de direita na região tem um cunho regional, mas acrescentou que há um "pleno entendimento" entre dirigentes regionais e nacionais.
O secretário-geral carregou na dramatização para pressionar o PSD, seguindo o mote de André Ventura, mas o presidente do Chega Açores não alinha no mesmo tom. E avisa Ventura: “Não é assunto para se mandar recado por ninguém”.
A carta de demissão está datada de 28 de outubro e dirigida ao presidente do Chega, Carlos Augusto Furtado, intitula-se "Chega é o 'Reino dos Céus' ou coisa nenhuma" e critica abertamente a postura do líder nacional, André Ventura.