Sábado – Pense por si

O debate, em Lisboa, durou 75 minutos.
Bruno Faria Lopes

Seguro x Ventura: os sete temas de 75 minutos mornos

António José Seguro controlou genericamente um debate que não seria, à partida, decisivo para o desfecho das Presidenciais. Promulgará a reforma laboral se a UGT estiver a bordo, fará um primeiro Conselho de Estado sobre Defesa e vai tentar um "pacto" na Saúde. André Ventura mudou de opinião sobre o reforço dos poderes presidenciais, escorregou na Justiça - e falou quase sempre para a sua base eleitoral.

O mal menor para adiar a grande cisão

O próximo Presidente da República deverá ser António José Seguro. A rejeição de André Ventura baixou consideravelmente nos últimos dois anos, mas ainda se situa acima dos 60%. O caminho de Seguro para Belém está, por isso, aberto. Ventura pode surpreender e atingir, a 8 de fevereiro, um valor na casa dos 40%. Se assim for, a segunda volta revelará dois vencedores: Seguro ganha a Presidência, o líder do Chega obtém patamar eleitoral que o pode colocar acima de Luís Montenegro. Ainda não é a rutura, mas já será um grande abalo para o regime.

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, e Luís Montenegro
Bruno Faria Lopes

O assalto do PSD aos hospitais

Em 14 das 19 administrações hospitalares que o Governo mudou, mesmo em casos com bons resultados, o presidente escolhido tem ligações ao partido - e nem sempre tem experiência. Confiança política e pressão das estruturas locais explicam.

A sala de conferência de faturas e receitas, toda automatizada, é o centro nevrálgico.
Bruno Faria Lopes

O cérebro do SNS na caça à fraude com medicamentos

Confere 11 milhões de receitas e faturas por mês, poupa milhões de euros ao erário público e entrega à justiça pistas sobre potenciais fraudes - foi daqui que saiu a informação para a recente "Operação Obélix". O Ozempic e seus concorrentes são a fraude da moda. Viagem ao centro de Controlo e Monitorização do SNS, na Maia.

"Estamos todos em estado de choque e vamos ter que digerir isto": Santana Lopes sobre as presidenciais

"Estamos todos em estado de choque e vamos ter que digerir isto": Santana Lopes sobre as presidenciais

"Luís Montenegro inspira-se muito em Cavaco Silva. (...) Na segunda vez que Mário Soares foi a reeleição, Cavaco Silva começou por declarar a neutralidade e disse que não ia apoiar ninguém. E depois Falcão e Cunha veio declarar o apoio do PSD. Esta história de 'não se apoiar ninguém' é muito complicado para o PSD. Os partidos têm responsabilidades", disse Pedro Santana Lopes, na noite eleitoral, no NOW.

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