Ordem dos Médicos alerta que nomeações nas ULS devem ser técnicas e não políticas
A Direção Executiva do SNS avançou que dez conselhos de administração de ULS terminaram os seus mandatos no dia 31 de janeiro.
A Direção Executiva do SNS avançou que dez conselhos de administração de ULS terminaram os seus mandatos no dia 31 de janeiro.
Carlos Cortes afirmou que esta situação revela "as enormes dificuldades" e "as falhas permanentes" do ministério e da Direção Executiva do SNS (DE-SNS) em resolver a situação.
Ordem dos Enfermeiros defende medida como solução para os problemas do fecho de urgências e dizem que Ana Paula Martins se mostrou"recetiva", mas os médicos dizem que garantiu não querer novos edifícios. À SÁBADO tutela refere apenas não ter tomado nenhuma decisão.
Houve drama e escolhas difíceis: a busca incessante por um candidato que agradasse a Montenegro em Espinho; o autarca que corre de novo em Mafra, agora contra o partido; o abraço a uma comunista com ar de vitória e a desistência por “motivos pessoais” no Funchal.
Foi reeleito para um segundo mandato, obtendo 74% dos votos.
O administrador hospitalar Luís Gouveia reconheceu os constrangimentos que existem no serviço de Cirurgia Geral devido ao "número limitado de cirurgiões".
"A nomeação tem que ser fundamentalmente técnica e não, como muitas vezes vemos, nomeações politico-partidárias, que é a última coisa que deve ser feita neste setor", disse Carlos Cortes.
Medidas dissuasoras não baixaram procura. Longas horas de espera já se banalizaram.
Reportagem da SÁBADO sobre as redes que trazem grávidas estrangeiras para dar à luz no Serviço Nacional de Saúde desencadeou uma série de propostas - do Chega, PSD e CDS, IL e PS - para mudar o acesso ou monitorizar a procura. Só até setembro, mais de 45 mil estrangeiros não residentes foram atendidos no SNS sem terem seguros ou forma de pagar.
IGAS abriu 138 processos desde 2017 e estes números “são a ponta do icebergue”, dizem bastonários. O problema é sistémico e os processos não têm consequências.
A partir de 1 de janeiro, os cuidados de saúde de todo o País terão esta organização: hospitais e centros de saúde sob uma mesma administração. Já há experiência mas não em grandes centros urbanos. Em hospitais como o de Santa Maria o risco é de vir a ser ainda mais um problema. A tarefa é "hercúlea", admitem os especialistas.
"A Ordem dos Médicos entendeu que já que o Ministério da Saúde não faz adequadamente o seu trabalho devia dar um contributo técnico-científico numa matéria extremamente sensível e que já está há demasiado tempo com graves dificuldades", avançou o bastonário.
Semana de 35 horas, melhores salários, a nova carreira médica e formação são as propostas da Ordem dos Médicos e dos sindicatos para salvar o SNS. Governo disposto a negociar.
Cabe agora aos sindicatos negociar com o Ministério da Saúde as questões de índole sindical, enquanto a OM tratará de negociar com o Governo questões da sua tutela, nomeadamente a formação dos clínicos.