O lusodescendente que faz frente a Mamdani em Nova Iorque
Humberto Lopes, filho de um militar português da Marinha que escapou ao Estado Novo, lidera uma coligação de senhorios em Nova Iorque contra o congelamento de rendas.
Humberto Lopes, filho de um militar português da Marinha que escapou ao Estado Novo, lidera uma coligação de senhorios em Nova Iorque contra o congelamento de rendas.
Era um cenário nunca antes visto: em 1807, 15 mil pessoas embarcaram à pressa de Lisboa para fugir às tropas de Napoleão. Em carruagens que nunca saíram do cais deixaram as pratas das igrejas; no chão e dentro de caixas, à chuva, ficaram os 60 mil livros da valiosa Biblioteca Real. Durante três meses sobreviveram a tempestades e raparam o cabelo para combater ataques de piolhos. Numa escala de um mês em Salvador da Baía, D. João VI abriu os portos da antiga colónia a um mundo que não a conhecia - e que por isso mesmo chegou a enviar patins de gelo e aquecedores para vender nos trópicos.
Na manifestação convocada pelo Chega contra a presença do Presidente do Brasil em Lisboa gritou-se pelo partido e também pelo seu líder, André Ventura.
O choque em curso numa das matérias-primas cruciais para a agricultura mundial é um bom exemplo da aplicação desta “lei” à ação de Trump no Irão.
É pelo Estreito de Ormuz que passam os navios que transportam um quinto do petróleo mundial. Há 500 anos, os produtos eram outros e no estreito quem mandava era Portugal.
Francisco José Viegas escreve sobre um destino que, 500 anos depois do seu descobrimento, os portugueses ignoram olimpicamente, o que é uma tristeza
Houve quem tivesse lutado em praças africanas, enriquecido com o açúcar e influenciado cortes orientais. As que ficaram contribuíram para a sobrevivência de Portugal.
Tentou três vezes fazer a cruzada em Jerusalém, queria ouvir os relatos dos locais longínquos onde chegaram os portugueses e era um relações públicas do império - enviava cartas a espalhar as conquistas dos portugueses. Conhecido como o rei da pimenta, pôs toda a Europa a sonhar com os produtos exóticos que chegavam a Lisboa.
Fez questão de casar com a viúva do primo, depois com a irmã desta e quase abdicou com o desgosto da sua morte. Por fim, roubou a noiva do filho.
O Irão ameaçou, o Irão recuou (mais uma vez). Ormuz, símbolo de tráfego marítimo de petróleo e gás, continua aberto. E os portugueses fazem parte da sua história.
O historiador defende que os Descobrimentos foram determinantes para colocar o País no mapa e que D. Manuel I foi o primeiro monarca global da História. Além disso, diz, não devemos julgar o passado.
Uma comunidade educativa também se constrói aí, na convivialidade e na troca de ideias.
Não perca o primeiro capítulo do conto histórico original e exclusivo de Isabel Stilwell para a SÁBADO.
O navio “português” apresado pelo Irão mostra-nos o custo dos nossos Vistos Gold flutuantes.
Viajar de Lisboa até à Índia nas naus portuguesas do século XVI era um martírio. O historiador Marco Oliveira Borges descreve em livro como marinheiros, soldados e escravos enfrentavam a morte na travessia.
Na vaga de turistas há quem se interesse pelo lado negro e invisível da expansão portuguesa – e quem faça visitas guiadas a pé. Fizemos uma.