Entrevista

Catherine Moury: “Um governo minoritário pode até ser melhor”

Catherine Moury: “Um governo minoritário pode até ser melhor”
Bruno Faria Lopes 21 de novembro
Biografia Nome:

Catherine Moury

Cargo:

Investigadora

Nacionalidade:

Belga

Perita que estudou sucessos e fracassos das reformas em Portugal explica que o consenso político dá melhores frutos do que a concentração de poder.

Catherine Moury tem uma mensagem para o atual momento político tribalizado: a estabilidade política pode servir para fazer boas reformas de longo prazo, mas melhor ainda é ter uma cultura de diálogo. A académica belga assina com mais três investigadores – Daniel Cardoso, Ana Paula Costa e Mafalda Escada – um estudo financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian sobre as condições que ditaram a vida e a morte de reformas estruturais no País. Os autores estudaram sucessos como a descriminalização das drogas ou o alargamento da licença parental aos dois progenitores – e fracassos como a mudança adiada na gestão hospitalar pública e o imposto sucessório. O trabalho foi compilado num livro apresentado esta semana, com o título Governar para as Próximas Gerações.

Estamos num momento político em que se dramatiza a importância da estabilidade para fazer reformas. Pode um governo minoritário ser reformista?
Sim, e até melhor. Porque vai ser obrigado a dialogar. Um dos casos que estudámos, e uma política de que gosto muito de falar porque nem todos os portugueses a conhecem, é o da descriminalização das drogas.

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