Sábado – Pense por si

Editorial

Reparar é imoral, mas o governo não consegue dizê-lo

Há um vazio gritante no discurso do governo, que, se não o preencher, vai continuar a ser cavalgado pelo Chega: o MNE não conseguiu dizer o mais simples, que é contra o mecanismo de reparações para corrigir erros passados que não têm correção presente possível. Ou seja, Rangel não se veio embora sem dizer nada. Verdade histórica, reconhecimento de erros, a admissão de responsabilidade, são uma coisa. Culpas e penas coletivas e transmissíveis só existem em regimes jurídicos não democráticos.

Noite de protestos e violência no Kosovo após parlamento não votar reformas legislativas

Noite de protestos e violência no Kosovo após parlamento não votar reformas legislativas

Manifestantes saíram à rua em Pristina, capital do Kosovo, esta segunda-feira, após o parlamento ter encerrado a sessão sem aprovar um projeto-lei que limita os poderes do tribunal de crimes de guerra. A proposta surge após este tribunal — que integra o sistema judiciário do Kosovo mas está sediado em Haia — ter considerado o ex-presidente Hashim Thaci e outros três ex-comandantes do Exército de Libertação do Kosovo culpados de crimes de guerra cometidos durante a guerra de independência da Sérvia, entre 1998 e 1999.

Pedro Nuno Santos, ex-líder do PS
Alexandre R. Malhado

Pedro Nuno Santos quer andar por aí

Arregimentou camaradas num vídeo de autopromoção, ataca o “extremo-centro” e diz “ainda agora comecei”. E ambiciona voltar à televisão.

Negócios

Empresários e ex-ministros de Cavaco e Guterres defendem coligação PS e PSD

"Manifesto pelo Bom Entendimento em Democracia" pede ao PS e PSD que cheguem a um entendimento para avançar com reformas estruturais que não se fazem "numa legislatura". Reforma do sistema eleitoral é uma das prioridades, assim como a simplificação fiscal e a reforma da Justiça e da Educação.

Editorial

Dar, dar, dar, não vai dar em nada

A política portuguesa tornou-se monótona – a oposição também aposta só no “dar”. O Chega quer dar tudo o que puder, o PS, mais seletivo, quer dar nos impostos dos combustíveis e no IVA zero no cabaz alimentar (mesmo que este dê mais a ricos do que a pobres, não interessa, o verbo chave é dar). O vocabulário político nacional fala de reformas e reformas agora, é isto: dar qualquer coisinha ou criar a aparência de que se dá qualquer coisinha.

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