Situação nas Avenidas Novas, Lisboa, deve estar resolvida até final da tarde

Lusa 11 de dezembro de 2017
As mais lidas

Cerca de 20 carros foram afectados na Avenida Elias Garcia.


Os ramos que caíram na freguesia das Avenidas Novas, em Lisboa, e afectaram 20 carros, deverão ser retirados até ao final da tarde, podendo depois a circulação ser reposta, estimou hoje a presidente da Junta de Freguesia.

De acordo com Ana Gaspar, os "casos mais graves em [termos de] danos, que felizmente só são automóveis", aconteceram na Avenida Elias Garcia, e na confluência com a Avenida 5 de Outubro, devido à queda de ramos de árvores que atingiram carros que se encontravam estacionados na rua.

"Não houve queda de árvores, o que houve aqui foi queda dos ramos e houve cerca de 20 carros afectados", afirmou a presidente da Junta, em declarações à agência Lusa.

A par dos automóveis, "houve também um quiosque afectado", avançou a autarca, acrescentando que "até agora" a Junta não tem conhecimento de outras infraestruturas que tenham sido arrancadas ou danificadas devido à chuva e ao vento forte que se fez sentir durante a madrugada.

Apesar de a "maior preocupação" da autarquia se prender com a possibilidade da existência de feridos, isso "felizmente não aconteceu".

A presidente da Junta das Avenidas Novas disse à agência Lusa que no domingo à noite percorreu algumas artérias da freguesia com a sua equipa, para "ver se andava alguém na rua, e felizmente não havia", uma vez que "as pessoas perceberam que era um alerta vermelho" e permaneceram abrigadas.

Quanto aos trabalhos para remoção dos ramos caídos, "estão a decorrer, com ajuda obviamente da Câmara Municipal", e de "20 homens e duas máquinas" da Junta de Freguesia.

"Até ao final tarde está transitável a rua", estimou a presidente, elencando que "uma parte da [Avenida] Elias Garcia já está liberta", mas para já não é possível "ter uma previsão mais assertiva do que esta", dado que "ainda há muitos troncos" pendurados e no chão.

Quanto aos estragos, "vão ser cobertos pela Câmara Municipal de Lisboa", salientou Ana Gaspar.

A presidente da Junta observou também que esta é "uma zona muito arborizada da cidade", o que "tem custos", mas "as árvores têm sido podadas atempadamente".

Devido aos ramos que caíram, os espécimes "serão podados até não haver árvores desequilibradas", por forma a "não haver mais nenhum risco", explicou a autarca.

"Não podemos prever o alcance das tempestades, mas temos noção que há troncos que terão de ser cortados em função do equilíbrio e robustez da árvore, e isso vamos fazer, vai começar daqui a um bocado", elencou.

O Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa registou, entre as 07:00 e as 10:15 de hoje, mais de uma dezena de quedas de árvores e de estruturas, disse à Lusa fonte da corporação.

De acordo com a mesma fonte, a ocorrência que "está a dar mais trabalho" é a da Avenida Elias Garcia, onde a queda de uma árvore durante a noite está a condicionar o trânsito.

"Não foram registados acidentes graves nem feridos na sequência das ocorrências", acrescentou.

Já a Protecção Civil registou desde o final da tarde de domingo e o início da manhã de hoje "um total de 3.187 ocorrências divididas por 1.997 quedas de árvore, 34 movimentos de massa, 370 inundações, 632 quedas de estruturas e 152 limpezas de vias, na sequência do mau tempo.

A tempestade Ana provocou ainda cinco feridos ligeiros e uma vítima mortal, devido à queda de uma árvore, 13 desalojados ou deslocados, devido a casas destelhadas e quedas de árvores sobre habitações.
Descubra as
Edições do Dia
Publicamos para si, em três periodos distintos do dia, o melhor da atualidade nacional e internacional. Os artigos das Edições do Dia estão ordenados cronologicamente aqui , para que não perca nada do melhor que a SÁBADO prepara para si. Pode também navegar nas edições anteriores, do dia ou da semana
Artigos Relacionados
Investigação
Opinião Ver mais