Secretário-geral do MAI demitido pelo ministro na semana passada contou numa entrevista ao Nascer do Sol que se recusou a fazer ajustes diretos e que essa terá sido a sua "setença de morte".
Ricardo Carrilho, o secretário geral do Ministério da Administração Interna demitido por Luís Neves na semana passada, contou numa entrevista ao jornal 'Nascer do Sol' que o ministro lhe falou da empresa Construbarcelos - "muito antes de o escândalo rebentar" -, como hipótese para o ministério fazer obras em esquadras e postos da PSP e da GNR por todo o país.
Luís Neves demitiu Ricardo Carrilho na semana passadaLusa
"Foi no seguimento de uma conversa sobre 300 esquadras e postos para a PSP e GNR que estavam em diferentes fases de obras ou de lançamentos de obras, que a Secretaria-Geral tinha em mãos. Disse-me que conhecia empresas com quem tinha trabalhado na PJ nessas áreas, que podiam fazer estas obras com rapidez e qualidade. Entre elas, segundo me recordo, estava a Construbarcelos", contou Ricardo Carrilho, acrescentando que esta conversa teve lugar pouco depois da tomada de posse do MAI.
O ex-secretário-geral garantiu também ter dito a Luís Neves que não aceitava "fazer ajustes diretos, uma vez que não havia fundamento legal para o efeito" e que essa terá sido a sua "sentença de morte".
Recorde-se que a Construbarcelos foi a empresa escolhida pela Polícia Judiciária, quando Luís Neves era o diretor desta força policial, para fazer obras em vários edifícios, além de ter sido também contratada para as obras nos montes alentejanos do agora ministro.
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