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Primeiro dia de discussão do Orçamento do Estado com protestos à vista

Montenegro abre o debate e fala pela primeira vez desde as cargas políciais contra os manifestantes em Lisboa e no Porto.

Orçamento do Estado começa a ser discutido no Parlamento
Orçamento do Estado começa a ser discutido no Parlamento Lusa
Ao Minuto Atualizado Há 4 minutos
Há 20 minutos 27 de outubro de 2026 às 14:47
autor Débora Calheiros Lourenço

PSP publica vídeo nas redes sociais sobre a atuação na madrugada de domingo

A Polícia de Segurança Pública publicou um vídeo nas redes sociais, com mais de dois minutos e meio, que inclui várias imagens de agressões e ameaças de que os seus agentes foram alvo, por parte de manifestantes pelo direito à habitação. “A PSP protege e garante o direito à manifestação através do diálogo e mediação, procurando o equilíbrio com as liberdades de todos”, garante a polícia. No entanto "a violência e as agressões à Polícia são inaceitáveis e não serão toleradas“.
Há 1 hora 27 de outubro de 2026 às 13:14
Lusa

Frente Comum convoca greve da administração pública para 20 de novembro

A Frente Comum convocou uma greve nacional dos sindicatos da administração pública para o dia 20 de novembro. No plenário de dirigentes, delegados e ativistas sindicais da Frente Comum da Administração Pública, que decorreu hoje em frente à Assembleia da República, os sindicalistas aprovaram uma greve dos trabalhadores da administração pública para o dia 20 de novembro. Para o coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana, em causa está "lutar contra um orçamento que destrói a administração pública".
Há 2 horas 27 de outubro de 2026 às 13:00
Lusa

Mais de 100 sindicalistas contestam orçamento em frente à AR

Mais de uma centena de dirigentes, delegados e ativistas sindicais da Frente Comum da Administração Pública manifestaram-se junto à Assembleia da República para contestar a proposta de Orçamento do Estado para 2027. Sob o mote "Vamos discutir o OE2027 e como defender os interesses dos trabalhadores!", o coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana, começou por referir que "este orçamento não serve para os portugueses". Em declarações aos jornalistas o líder sindical afirmou que proposta do Governo é "uma continuidade das políticas desastrosas para os serviços públicos". Sebastião Santana disse ainda que o Governo "anda a empurrar com a barriga duas reuniões sem qualquer proposta" negocial para a administração pública. "Hoje o que estará aqui à discussão será, entre outras, a necessidade de haver uma greve dos trabalhadores da administração pública", referiu. A Frente Comum, afeta à CGTP, defende um aumento salarial não inferior a 15%, num mínimo de 150 euros, para todos os trabalhadores e um aumento da base remuneratória da Administração Pública para 1.150 euros, com efeitos a 01 de janeiro de 2027. A estrutura liderada por Sebastião Santana exige ainda o aumento do subsídio de refeição para 13 euros.
Há 2 horas 27 de outubro de 2026 às 12:47
Lusa

Parlamento inicia debate da proposta do Governo com protestos pela habitação em fundo

O Parlamento inicia esta terça-feira o debate na generalidade da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027, numa discussão que deverá ficar também marcada pelos protestos pela habitação. O debate, com uma duração total prevista de mais de dez horas, termina na quarta-feira com a votação do documento na generalidade, já com a aprovação garantida pela abstenção do PS. A discussão parlamentar arranca às 15h00 com uma intervenção do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que não tem agenda pública desde 16 de outubro. Desde então, o chefe do Governo não presidiu à última reunião do Conselho de Ministros na quinta-feira e, nesse mesmo dia, publicou nas suas redes sociais uma visita a uma escola no distrito de Aveiro, que não foi previamente divulgada à comunicação social. A oposição tem criticado o silêncio de Montenegro, sobretudo após as intervenções policiais na madrugada de domingo para dispersar as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, que resultaram em dezenas de feridos e detenções. O Governo, através do ministro da Administração Interna, Luís Neves, defendeu a atuação policial que, a nível partidário, contou com o apoio de PSD e Chega. A votação final global está marcada para 24 de novembro.