Os milhões, os amigos do Congo e Miguel Relvas

Os milhões, os negócios suspeitos de José Veiga, os amigos do Congo e Relvas
António José Vilela 10 de fevereiro de 2016

O roteiro da investigação que levou o empresário à cadeia passa por estes elementos. O ex-ministro do PSD nega à SÁBADO estar envolvido no caso

Os investigadores judiciais associam inúmeros negócios de José Veiga a várias offshores controladas pelo empresário, que terão sido as responsáveis por duas transferências bancárias internacionais com origem em contas domiciliadas no Banco Internacional de Cabo Verde (ex-BES e actual Novo Banco). A ligação de Veiga a esta entidade bancária também se encontra sob investigação no processo aberto em 2014 no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) e que resultou de uma carta rogatória enviada ao MP pelas autoridades francesas.


No  inquérito-crime é referido que Veiga terá subscrito, a 31 de Dezembro de 2015, um contrato de compra de 100% das acções deste banco por 13,750 milhões de euros. A aquisição terá sido realizada através do Norwich Group, uma sociedade alegadamente controlada por Veiga e por Paulo Santana Lopes. A Judiciária recolheu indícios de que a concretização do negócio – ainda não aprovada pelo Banco de Cabo Verde – terá sido feita com acesso a "conhecimentos privilegiados dentro do grupo Novo Banco" e não só.

No primeiro caso, conforme consta na investigação, está em causa a suspeita de alegados contactos com Rui Guerra, ex-administrador do BES Angola (BESA) e actual administrador do Novo Banco África, e com António Duarte, administrador do Banco Internacional de Cabo Verde. Já fora deste universo bancário, os investigadores estão centrados no nome de um ex-ministro social-democrata do governo de Pedro Passos Coelho: Miguel Relvas.

"Estive com o José Veiga duas vezes na vida e em termos sociais. Nunca tive nenhum tipo de relação com ele sobre qualquer negócio relacionado com esse banco de Cabo Verde", garantiu o ex-governante à SÁBADO.

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