Entrevista
Entrevista

Nuno Palma: “O Governo é apoiado por comunistas e o comunismo é tão nojento quanto o fascismo”

Biografia Nome:

Nuno Palma

Cargo:

Professor de Economia na Universidade de Manchester

Nascimento:

37 anos

Nacionalidade:

Portuguesa

A intervenção na Convenção do MEL foi a 25 de maio, mas 45 dias depois a polémica dura. Não se fica no troco a quem o atacou: há um provinciano, “um académico de que nunca ouvi falar”, um “vira-casacas” e muito mais.

Em agosto regressa à universidade de Manchester, onde é professor de Economia e admite que será a carreira fora a dar-lhe a liberdade "que nem sempre existe na academia portuguesa" para falar como fala. Sem papas na língua.

Contei mais de 20 artigos, sobre a polémica que o envolveu. E um mês depois continuam. Como é que interpreta a indignação? É que embora tenha havido quem o defendeu, a maioria atacou-o de forma contundente.
A parte que causou polémica foi só a das declarações que fiz – que até foram relativamente curtas no total da minha intervenção – sobre o Estado Novo. E por várias razões: uma, em que estou totalmente de acordo, é que era um regime condenável politicamente, tinha polícia política, perseguia, eu sou um liberal só posso condenar um regime antiliberal; mas outro aspeto é que há muitas pessoas para quem o desenvolvimento económico do País só aconteceu com a democracia e por causa da democracia, e isso é historicamente falso. Isso não justifica de forma alguma o que aconteceu politicamente durante o Estado Novo, mas essa é a realidade histórica. E há muita gente que tem dificuldade em aceitar isso.

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