Miguel Relvas regressa aos órgãos partidários

22 de fevereiro de 2014

Política

Pedro Passos Coelho anunciou este sábado no congresso do PSD que o ex-ministro Miguel Relvas vai encabeçar a lista apoiada pela liderança do PSD ao Conselho Nacional, o órgão mais importante entre congressos. Miguel Relvas sucede assim nessa posição ao eurodeputado Paulo Rangel, que Passos Coelho relançou como cabeça de lista ao parlamento europeu à hora dos telejornais.

Paulo Rangel, ex-adversário interno de Passos Coelho, falou logo a seguir ao líder a dizer que seria uma campanha em ambiente "hostil", mas que, garantiu ao congresso: "Vamos ganhar, vamos vencer".

Para vice-presidentes do PSD (Comissão Permanente) ascendem José Matos Correia, ex-chefe de gabinete de Durão Barroso e o presidente da câmara de Cascais Carlos Carreiras, que presidiu à distrital de Lisboa.

Substituem Nilza Sena, que passa para segundo o lugar na lista ao Conselho Nacional e Manuel Rodrigues, que já tinha saído da Comissão Permanente.

Passos Coelho manteve em segredo as opções até depois de almoço e só mais tarde começou a fazer contactos. Teresa Leal Coelho era um dos nomes que dado como possível para sair, mas continuou como vice, assim como o ministro do Ambiente Jorge Moreira da Silva, que continua como primeiro vice do partido. Marco António Costa mantém-se como terceiro vice-presidente e coordenador da Comissão Política.

O secretário-geral continua a ser Matos Rosa, enquanto na auditoria financeira Pedro Reis, ainda presidente do AICEP, substitui José Luís Arnaut.

A tarde do congresso foi marcada pelo discurso de Nuno Morais Sarmento, que defendeu uma saída "à portuguesa" do programa de assistência, que poderá não passar por um plano cautelar nem pela chamada "saída limpa". Sublinhou ao longo do discurso, um dos mais aguardados do congresso, a matriz social-democrata, humanista e personalista dos fundadores do partido, mas não deixou por isso de elogiar Pedro Passos Coelho.

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