Os encontros com Ventura e Luís Carneiro estão marcados para segunda-feira.
O primeiro-ministro anunciou esta terça-feira que falou com os líderes do PS e do Chega para que se reúnam consigo em São Bento para apresentarem as suas propostas para resolver a crise na habitação.
Luís Montenegro FILIPE AMORIM/LUSA
Os encontros estão já marcados para segunda-feira. Luís Montenegro aproveita agora para defender as medidas propostas pelo seu Governo: "Não acordámos agora", garante recordando várias medidas que o Executivo tomou ao longo destes dois anos e meio, especialmente para os mais jovens incluindo o IRS jovem e o apoio na compra da primeira casa.
Montenegro refere também que os preços das casas são consequência da lei do arrendamento atual e defende a atualização: "Temos de mudar para melhor. Temos de mudar, protegendo os mais carenciados e mais idosos".
Apesar de se afirmar aberto "ao diálogo e ao contributo de todos" garante que as propostas alternativas do Governo "têm de ser sistematizadas" recusando entrar num "leilão de propostas". Além disso Montenegro reforça que "não é possível construir casas de um dia para o outro".
Sobre as manifestações pela habitação, o líder do Governo refere que Portugal é um "país pacífico" e sublinha que o direito à manifestação deve ser conciliado com outros direitos, alertando para o risco de importar "modelos de protestos violentos".
Montenegro respondeu ainda a três questões de jornalistas e voltou à tese de que a situação na habitação se degradou nos "últimos dez anos", pelo que não é uma consequência da sua liderança.
Além disso, recusa que o seu silêncio perante as manifestações se devesse a uma ausência de preocupação com aquilo que estava a acontecer. “Aquilo que se pede ao primeiro-ministro e ao Governo é que governem. Eu tenho direito e o dever de governar. Não sou comentador, nem político. Aquilo que o país espera de mim é que esteja todos os dias a dar opinião", afirmou.
“O primeiro-ministro falou quatro vezes ao longo de 15 dias. Falei duas vezes na primeira semana. E falei outras duas cerca de 10 dias depois. Aquilo que se pede ao primeiro-ministro não é que comente a realidade todos os dias. O primeiro-ministro não é um dirigente partidário qualquer. É injusta a crítica de que há silêncio", referiu ainda.
Luís Montenegro explica ainda que o Governo vai "investir 10 mil milhões de euros até 2030", mas ressalva que "não há políticas públicas grátis".
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