Greve geral no horizonte?

Cátia Andrea Costa 01 de maio de 2017

GCTP assume que os trabalhadores podem voltar à rua. UGT defende negociação antes da paralisação. Cavaco, Sócrates e Passos uniram as sindicais

O aviso foi dado pelo secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos: uma greve geral é hipótese caso o Governo não adopte definitivamente políticas de esquerda. "Todas as hipóteses estão em cima da mesa, nenhuma é excluída", disse numa entrevista ao Diário de Notícias e à TSF. Uma opinião que, por agora, não tem o apoio da UGT. "Uma luta começa com negociação. Esse cenário extremo só acontece quando estão esgotadas as vias do diálogo", disse Carlos Silva à mesma rádio.

Arménio Carlos acusou o Governo de estar a "empurrar com a barriga" a resolução de vários problemas do País, tudo devido à "obsessão da redução do défice". "O diálogo precisa de ter mais eficácia. Temos um conjunto de problemas estruturais que continuam sem qualquer tipo de resposta. Falamos na problemática da legislação laboral: temos a legislação da troika e da política de direita", reforçou. O secretário-geral da CGTP disse ser impossível a organização "continuar a assistir a que os mesmos que falam no diálogo social e na importância do diálogo social" darem "cobertura ao bloqueio da negociação da contratação colectiva". 

A central sindical tem marcado para dia 26 deste mês uma paralisação dos funcionários públicos. Mas o combate a esta política governamental, afiançou, começa já esta segunda-feira, Dia do Trabalhador. "É um dia que assumimos de convergência de todas as vontades e de todas as forças. E, naturalmente, não pomos de parte a hipótese de se avançar com uma iniciativa que possa ser convergente quer da administração pública, quer do sector privado mais à frente". 

Para a UGT, o próximo passo continua a ser negociar com o Executivo. Greve geral? "Para já, essa questão não está em cima da mesa", garantiu Carlos Silva à TSF, defendendo que "uma luta começa com negociação": "Esse cenário extremo só acontece quando estão esgotadas as vias do diálogo".

"A greve geral só existe quando todo o movimento sindical está unido e converge nas mesmas posições", rematou.

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