Investigação
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Como a Alemanha financiou as guerras portuguesas em África

Paulo Barriga 24 de janeiro

Com receio de uma invasão da URSS, a República Federal Alemã assinou com Portugal uma série de acordos secretos para criar, em Beja, uma base de retaguarda para as forças alemãs. Graças a isso, Salazar conseguiu suportar o esforço de guerra em três frentes no Ultramar.

Madrugada de 1 de fevereiro de 1985. O País acordava por fim para uma realidade que lhe escapava há quase um quarto de século. As FP-25 de Abril faziam detonar em Beja, pouco depois das 2h da manhã, oito engenhos explosivos. Não houve vítimas, nesta que foi uma das derradeiras ações do movimento terrorista de extrema-esquerda. Pelo que a estranheza da notícia não consistia no próprio ato violento, em si, mas antes no alvo. Um bairro residencial da Luftwaffe, a força aérea da República Federal Alemã (RFA), no coração de um Alentejo também ele a lamber as feridas da sua "guerra" particular: a Reforma Agrária.

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