Câmaras de videovigilância avariadas há dois anos

Alexandra Pedro 30 de junho de 2017

Dezenas de granadas e quatro engenhos explosivos foram roubados das instalações militares. Ministro da Defesa considera que roubo "é grave"

As câmaras de videovigilância instaladas nos armazéns assaltados nas instalações militares dos Paióis Nacionais de Tancos estão avariadas há cerca de dois anos. Fonte policial que está a averiguar o caso confirmou ao Diário de Notícias que foram roubados quarenta e quatro lança-granadas, quatro engenhos explosivos "prontos a detonar" e, ainda, 120 granadas ofensivas, 1500 munições de calibre 9 milímetros e 20 granadas de gás lacrimogéneo.

O general Loureiro dos Santos disse ao referido jornal que o assalto se deveu a "uma falha de segurança, que nos deve preocupar a todos". 

A preocupação das autoridades é que o material possa ser vendido, através do mercado negro militar, e ir parar a associações criminosas ou organizações terroristas. "Quando esse armamento entrar em circulação pelo espaço europeu é de acesso fácil a grupos terroristas ou indivíduos que integrem células terroristas", afirmou ao DN o porta-voz do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT), Filipe Pathé Duarte. 

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