António Costa e o SMS para o Expresso: “Não estou nada arrependido”

Pedro Jorge Castro 21 de janeiro de 2016

O primeiro-ministro garante à SÁBADO que deixou de ver os comentários do irmão, Ricardo Costa, recorda a conversa que tiveram antes de anunciar a sua candidatura ao PS e fala da carta que ele lhe dirigiu

António Costa encontrava-se em visita oficial a Cabo Verde, esta terça-feira, 19, dia de fecho do artigo que faz a capa da SÁBADO desta semana, sobre a vida do seu pai e a sua relação com o irmão, Ricardo Costa, director do Expresso. Entre várias audiências e um jantar oficial, conseguiu falar à SÁBADO em três telefonemas.

Tema incontornável na conversa seria o último choque público entre o Expresso e o político, relacionado com o sms que enviou a João Vieira Pereira, o subdirector do jornal dirigido pelo irmão, a destratá-lo em reacção a um artigo crítico face às propostas económicas do PS, em Maio do ano passado.

"Não, não estou nada arrependido [de ter enviado o sms]", responde o primeiro-ministro, oito meses depois desse episódio. Na altura, o subdirector do Expresso divulgou o conteúdo do sms na sua crónica, considerando que nunca se tinha sentido tão pressionado. António Costa não tenciona voltar a falar-lhe: "Uma pessoa que revela uma conversa privada é uma pessoa a quem nunca mais dirigirei a palavra na vida".

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