Advogado prepara terramoto na justiça

Advogado prepara terramoto na justiça
Carlos Rodrigues Lima 11 de novembro de 2017

Acusado de corrupção no processo que envolve o ex-vice presidente de Angola, Paulo Amaral Blanco denuncia Daniel Proença de Carvalho, o presidente do Banco Atlântico, Carlos Silva, e indica Marcelo Rebelo de Sousa como testemunha

O processo em si já é sensível: está em causa uma suspeita de corrupção de um antigo procurador do Ministério Público, em que o corruptor activo é Manuel Vicente, antigo vice-presidente de Angola. Entre os dois, segundo a acusação do Ministério Público, houve um intermediário: Paulo Amaral Blanco, advogado de Vicente, e também acusado por corrupção. A dois meses do início do julgamento (28 de Janeiro de 2018), Paulo Blanco contestou a tese do MP, colocando no centro da sua defesa dois personagens: o advogado Daniel Proença de Carvalho, que já reagiu, e o presidente do Banco Privado Atlântico (BPA), Carlos Silva.

É preciso recuar um pouco para se apanhar o fio à meada desta história: em resumo, segundo o Ministério Público, Orlando Figueira, enquanto procurador do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, arquivou dois processos relativos a Manuel Vicente a troco de contrapartidas financeiras. Estas passaram por um emprego no Activo Bank, ligado ao BCP que, por sua vez, é controlado pela empresa angolana Sonangol, e por facilidades de crédito junto do Banco Atlântico. 

Em causa na Operação Fizz estão alegados pagamentos de Manuel Vicente, no valor de 760 mil euros, ao então magistrado do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) para obter decisões favoráveis.

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