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Violência doméstica: Bombeiro detido na terça-feira na Madeira ficou em prisão preventiva

Lusa 28 de agosto de 2025 às 20:49

As imagens das agressões, que aconteceram na presença do filho da vítima e do agressor, de 9 anos, foram captadas por câmaras de videovigilância na casa da vítima e amplamente difundidas nas redes sociais.

O bombeiro suspeito de violência doméstica em Machico, na Madeira, detido na terça-feira, ficou hoje em prisão preventiva após ter sido presente a primeiro interrogatório judicial, indicou o tribunal.
DR
O Tribunal da Comarca da Madeira informa, na sua página oficial, que o interrogatório teve início às 14:00 e terminou às 18:35. O suspeito, de 35 anos, ficou indiciado de dois crimes de violência doméstica e o juiz decidiu aplicar-lhe as medidas de coação de prisão preventiva, a mais gravosa, e de proibição de contacto "por qualquer meio, direto ou por interposta pessoa, com os ofendidos". O homem, bombeiro na corporação do concelho de Machico, foi inicialmente identificado na segunda-feira, quando a PSP foi acionada através da vítima, e na terça-feira foi detido após um mandado de detenção emitido pelo Ministério Público. As imagens das agressões, que aconteceram na presença do filho da vítima e do agressor, de 9 anos, foram captadas por câmaras de videovigilância na casa da vítima e amplamente difundidas nas redes sociais.
Na segunda-feira, a secretária regional da Inclusão, Juventude e Trabalho, Paula Margarido, manifestou-se, em comunicado, "profundamente chocada" com as agressões e assegurou que estava a acompanhar o caso e a adotar "todas as diligências necessárias para garantir a proteção e o acompanhamento da vítima e do respetivo agregado familiar". Também o Comando dos Bombeiros Municipais de Machico, através de uma publicação emitida nas redes sociais, apresentou "a sua profunda consternação para com a notícia que circula nos meios de comunicação, envolvendo um elemento da corporação, e que entende ser um ato completamente reprovável". Os bombeiros disseram ser "totalmente contra qualquer tipo de violência" e esperam "que o caso seja tratado pelas devidas entidades responsáveis, apelando a que a justiça seja feita". "Os serviços jurídicos também já estão a tomar os devidos procedimentos", acrescentavam na mesma publicação.
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