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Ventura diz na Suíça que emigrantes “vão ser decisivos” na segunda volta das presidenciais

Lusa 23 de janeiro de 2026 às 07:40

Sob gritos de "A 8 de fevereiro, Ventura é primeiro", o candidato apoiado pelo Chega insistiu que os partidos do "sistema" estão a dificultar o voto dos emigrantes.

O candidato presidencial apoiado pelo Chega, André Ventura, apelou esta quinta-feira, na Suíça, à participação dos emigrantes portugueses na segunda volta das eleições, dizendo-lhes que, pela primeira vez na história democrática, o seu voto "será decisivo".
André Ventura MANUEL DE ALMEIDA/LUSA
Num jantar-comício na localidade de Volketswil, no cantão de Zurique, que juntou perto de 250 emigrantes, o líder do Chega, que, à chegada, já acusara PSD, mas também CDS e Iniciativa Liberal, de se juntarem ao "tacho de interesses" por manifestações de apoio ao candidato apoiado pelo PS, António José Seguro, apelou a uma participação em massa dos emigrantes na segunda volta para "mudar o sistema", em que estão "todos contra um".    "Eles não queriam que vocês votassem e vocês votaram. Não queriam que passássemos à segunda volta, mas passámos. Agora estão todos contra nós. Mas quero dizer isto, e não só para esta sala e para os que estão aqui, mas para todos os emigrantes no mundo inteiro: é a primeira vez na nossa história democrática em que os emigrantes vão ser decisivos", declarou. "Se 80% dos nossos emigrantes fora votarem, nós teremos um Presidente da República Portuguesa que quer cortar com o sistema. Se não votarem, teremos mais do mesmo com António José Seguro, e nós não podemos ter mais 10 anos de mais do mesmo", disse. Sob gritos de "A 8 de fevereiro, Ventura é primeiro", o candidato apoiado pelo Chega insistiu que os partidos do "sistema" estão a dificultar o voto dos emigrantes, ao exigir voto presencial, e disse que o fazem porque sabem que os votos de quem se viu forçado a sair de Portugal "não são no sistema".
Afirmando por diversas vezes durante a sua intervenção que os emigrantes são "tratados como portugueses de segunda" e "descartáveis", enquanto os imigrantes que chegam a Portugal "têm tudo de mão beijada", reiterou que a sua "principal missão" é levar os emigrantes portugueses "de volta", mas para que tal aconteça é necessário que votem a 8 de fevereiro. "Não podemos continuar a importar o terceiro mundo para Portugal e gente que não acaba e deixar os melhores partir", disse. Insurgindo-se contra o debate sobre se Portugal deve ou não um pedido de desculpas pelo seu passado colonial, André Ventura disse que "a única desculpa" que o país deve "é a todas as famílias que tiveram de sair para Portugal em busca de uma vida melhor". No final do jantar-comício, Ventura foi muito solicitado para 'selfies' pelos emigrantes que encheram o salão, num país que se tem revelado um 'bastião' do Chega: depois de já ter sido o partido mais votado nas eleições legislativas de 2024, com 32,62% dos votos, o partido de Ventura reforçou em 2025 o estatuto de principal força política entre os emigrantes na Suíça ao obter 45,72% dos votos, com larga vantagem sobre a coligação PSD/CDS (13,67%) e o PS (8,69%), contribuindo para a eleição de um deputado pelo círculo da Europa.
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