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Resultados da SATA em 2018 “não são sustentáveis”

29 de abril de 2019 às 13:37

O presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, considera que se torna "imprescindível" colocar a empresa "noutro patamar de sustentabilidade" financeira.

O presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, considerou esta segunda-feira que os resultados da transportadora aérea SATA em 2018 "não são sustentáveis" e que se torna "imprescindível" colocar a empresa "noutro patamar de sustentabilidade" financeira.

"Não há duas formas de ver os resultados, há uma forma de ver os resultados. E a forma é que efetivamente são resultados que não são sustentáveis", considerou o governante, falando aos jornalistas em Santa Maria, à margem da visita estatutária do Governo Regional àquela ilha do grupo Oriental.

Segundo resultados divulgados na semana passada, o grupo SATA fechou 2018 com um prejuízo de 53,3 milhões de euros, um agravamento de 12,3 milhões face ao ano de 2017. A pesar no resultado estiveram as perdas da Azores Airlines, que opera de e para fora do arquipélago e que registou um prejuízo de 52,93 milhões de euros. Junta-se o resultado líquido negativo de 2,58 milhões de euros da SATA Air Açores, que assegura os voos nas nove ilhas do arquipélago.

A atual administração da SATA, lembrou Vasco Cordeiro, tem "cerca de seis meses" no cargo, não lhe podendo ser assacada a total responsabilidade pelo exercício de 2018. Contudo, prosseguiu, há agora "compromissos, objetivos e medidas" que têm de seguir o seu caminho de "colocar a companhia noutro patamar de sustentabilidade". "É nesse domínio que temos confiança neste trajeto que está a ser seguido, e não só esperamos como se torna imprescindível que seja concretizado", disse ainda.

Entre as causas que resultaram no agravamento dos prejuízos encontram-se, por exemplo, um aumento de 4% nos custos operacionais e um decréscimo de 4% receitas operacionais. Na semana passada, na apresentação dos resultados, o presidente do Conselho de Administração da SATA, António Teixeira, sinalizou o aumento do preço dos combustíveis, a subida dos gastos com pessoal e a necessidade de recorrer a serviços ACMI (aluguer de aviões a outras companhias aéreas) como medidas com impacto no resultado do grupo.

"Apesar do quadro negativo dos resultados apurados, quer em 2018, quer nos anos anteriores, o Conselho de Administração considera que a inversão dessa tendência é exequível a médio prazo, com alguns resultados já no decorrer de 2019", declarou o gestor.

O Governo dos Açores autorizou no final de março o lançamento de um novo concurso para a alienação de 49% do capital social da Azores Airlines, depois de o primeiro concurso ter sido cancelado.

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