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Queixas recebidas pela ERC sobre declarações de Cristina Ferreira sobem para 4.200

Lusa 21 de abril de 2026 às 13:50

Em 16 de abril, a ERC tinha recebido 3.300 participações relativas às declarações de Cristina Ferreira no programa 'Dois às 10', da TVI.

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) recebeu até segunda-feira 4.200 participações sobre as declarações de Cristina Ferreira relativas à violação de uma menor, mais 900 que quinta-feira, disse esta terça-feira à Lusa fonte oficial.

Vanessa Fidalgo

Contactada pela Lusa, fonte oficial da ERC adiantou que "o total de participações atualizado ao dia de ontem [segunda-feira] ronda já as 4.200".

Em 16 de abril, a ERC tinha recebido 3.300 participações relativas às declarações de Cristina Ferreira no programa 'Dois às 10', da TVI.

As participações encontram-se em apreciação pelos serviços da ERC, no seguimento do procedimento de averiguações determinado pelo Conselho Regulador, adiantou, na semana passada, a mesma fonte.

Em causa estão as declarações de Cristina Ferreira na semana passada, no programa 'Dois às 10', sobre o caso dos quatro 'influencers' acusados de, em 2025, terem violado uma adolescente de 16 anos e filmado os atos sexuais, em Loures, que começaram a ser julgados à porta fechada na segunda-feira, 13 de abril.

"Porque nós temos de falar disto. Porque é assim: mesmo que ela tenha dito para parar, quando são quatro que estão naquela adrenalina de estar a fazer sexo com uma rapariga, alguém ouve? Claro que tem de ouvir, mas alguém entende aquele: ''Não quero mais'", questionou a apresentadora no programa da TVI, o que gerou polémica e as queixas à ERC.

Na sequência disso, na quarta-feira, a TVI emitiu um comunicado em que rejeita as acusações de banalização de um caso de violação discutido no programa, afirmando que a pergunta colocada por Cristina Ferreira foi descontextualizada e alvo de "manipulação grosseira".

"A pergunta aconteceu, o comentário não e muito menos a expressão da banalização do crime", referiu a TVI, que criticou ainda a propagação de acusações nas redes sociais, que considera serem feitas de forma "gratuita e leviana", indicando que irá recorrer aos tribunais para repor a justiça.

A Lusa contactou na semana passada a empresa e questionou quem escreveu o comunicado. Questionou também se o diretor-geral da TVI, José Eduardo Moniz, e o presidente executivo (CEO) da Media Capital, Pedro Morais Leitão, consideram que aquela comunicação da TVI espelha a posição do grupo. Fonte oficial respondeu que "o comunicado é da TVI".

De acordo com a acusação do Ministério Público, os arguidos no caso referido têm atualmente entre 18 e 21 anos e respondem por um crime de violação agravado e 27 crimes de pornografia de menores agravados.

Um dos 'influencers' está ainda acusado de três crimes de ofensa à integridade física e outro de um da mesma natureza.

O caso remonta a 12 de fevereiro de 2025, quando a vítima se encontrou com os quatro arguidos, então com canais nas redes sociais e públicos significativos, num jardim público em Santo António dos Cavaleiros, concelho de Loures, na área metropolitana de Lisboa.

Segundo a acusação, os atos sexuais, gravados com o telemóvel, terão começado de forma consensual no jardim público e continuado, contra a vontade da vítima, numa garagem próxima.

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