Secções
Entrar

Quatro em cada dez famílias revela dificuldades em pagar despesas e 17% estão em sufoco financeiro

Gabriela Ângelo 16 de março de 2026 às 16:04

Gastos que pesam no orçamento dos agregados são idas a restaurantes ou bares, manutenção da casa ou pequenas viagens de fim de semana. As atividades culturais, como ir ao cinema, a concertos, teatros ou museus, são gastos difíceis para um terço das famílias.

Gastos com o automóvel, férias grandes, idas ao dentista, encargos com óculos e aparelhos auditivos e a compra de carne, peixe ou alternativas vegetarianas são algumas das despesas que mais pressionam o orçamento das famílias portuguesas. 

supermercado, compras, alimentos, consumo, iva João Cortesão

Os dados são do mais recente barómetro anual da DECO PROteste, que revela um agravamento das dificuldades das famílias em pagar despesas do dia a dia. Quase quatro em cada dez agregados revela dificuldades em pagar despesas essenciais e 17% encontram-se em situação de sufoco financeiro.

Já o Índice de Capacidade Financeira da organização que mede a capacidade das famílias para fazer face às despesas essenciais numa escala de 0 a 100, caiu de 46,2 pontos em 2024 para 41,6 pontos em 2025. A nível regional, é o arquipélago dos Açores que regista o índice mais baixo. No Continente, Guarda e Aveiro apresentam uma maior proporção de famílias em dificuldade financeira. 

O barómetro nota ainda que as dificuldades financeiras são mais acentuadas em famílias monoparentais e agregados familiares mais numerosos que enfrentam maiores constrangimentos para fazer face a despesas essenciais. 

Outros gastos que pesam no orçamento das famílias são idas a restaurantes ou bares, manutenção da casa ou pequenas viagens de fim de semana. As atividades culturais, como ir ao cinema, a concertos, teatros ou museus, são gastos difíceis para um terço das famílias. 

Este estudo avalia anualmente a capacidade das famílias portuguesas de pagar despesas essenciais em áreas como a alimentação, educação, habitação, lazer e tempos livres, mobilidade e saúde. O barómetro baseia-se em 5.546 respostas de famílias portuguesas e decorreu entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, de forma a acompanhar a evolução financeira das famílias durante um período de tempo. 

Siga-nos no 

Artigos recomendados
As mais lidas