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Proteção civil registou 1.576 ocorrências até às 06h devido ao mau tempo

Lusa 11 de fevereiro de 2026 às 09:08

Ocorrências registaram-se na Área Metropolitana do Porto, Coimbra e Aveiro. Não há vítimas mortais a registar.

A proteção civil registou entre as 00h00 de terça-feira e as 06h00 desta quarta-feira 1.576 ocorrências, entre inundações, quedas de árvores e deslizamentos, na Área Metropolitana do Porto, Coimbra e Aveiro, sem causar vitimas.
Mau tempo: Bombeiros de Cantanhede atuam nas zonas afetadas em Coimbra e Aveiro PAULO NOVAIS/LUSA
"Registámos 1.576 ocorrências, 322 das quais na Área Metropolitana do Porto, 342 na Região de Coimbra e 196 na Região de Aveiro", disse à Lusa o comandante Pedro Araújo, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). Pedro Araújo adiantou que cerca das 07h00 de hoje ainda estava a decorrer a retirada de pessoas das localidades junto às zonas ribeirinhas do rio Mondego, face ao risco de inundações. "Estamos a falar do deslocamento de mais de três mil pessoas. É uma operação gigantesca. Durante a noite não houve uma subida significativa, mas há um risco de os diques do rio Mondego poderem colapsar e causar inundações", disse, acrescentando que as autoridades continuam a monitorizar a situação. Na terça-feira, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) alertou que o rio Mondego está com "um risco claro dos diques [margens]" poderem colapsar e provocar inundações face às previsões de forte precipitação "Há aqui um risco claro dos diques poderem colapsar. Em nome da precaução, o que é fundamental é retirar pessoas que estão nas áreas de risco", disse Pimenta Machado, que falava numa conferência de imprensa realizada em Coimbra, no final de uma reunião de emergência com autarcas da região e proteção civil local e regional. Ainda no que diz respeito às ocorrências registadas entre as 00h00 de terça-feira e as 06h00 de hoje, o comandante da ANEPC referiu que a maioria das situações registadas foram por inundações (719), quedas de estruturas (418), quedas de árvores (267) e movimentes de massa (264). No total, estiveram empenhados 4.843 operacionais e 2.135 veículos, indicou Pedro Araújo, acrescentando que a Proteção Civil não tem registo de vítimas.
Pedro Araújo salientou ainda o deslizamento de terras que obrigou hoje à retirada de 31 pessoas na Rua João Azevedo na Costa da Caparica, em Almada, por precaução, e que foram realojadas pelo município e em casa de familiares. Também hoje, pelas 06:16, um deslizamento de terras na estrada nacional 378 na Charneca da Caparica, também em Almada, obrigou a retirar o condutor, que não sofreu ferimentos, de uma viatura que ficou imobilizada na via. Contactada pela Lusa cerca das 06:30, fonte do Regimento Sapadores de Bombeiros de Lisboa disse que a "noite foi tranquila". O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alertou na terça-feira que são esperados hoje chuva e vento por vezes fortes devido à depressão Nils, que não irá afetar diretamente Portugal continental. Em aviso laranja, entre as 06h00 e 18h00 de hoje, estão Viseu, Porto, Vila Real, Santarém, Viana do Castelo, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga. Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Setúbal e Lisboa estão, por sua vez, sob aviso amarelo de chuva, válido até às 18h00. O IPMA colocou ainda Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Braga e Castelo Branco sob aviso amarelo por vento, válido entre as 12h00 e 21h00 de hoje. Portugal continental foi atingido no dia 27 de janeiro pela depressão Kristin, a que se seguiu a Leonardo e a Marta, que causaram 15 mortos e centenas de feridos e desalojados.
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