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Proteção Civil fala em mais de 10 mil ocorrências e avisa que a depressão Marta segue para Norte

Isabel Dantas 07 de fevereiro de 2026 às 19:38

Há elevado risco de inundações em praticamente todos os rios do país.

O comandante nacional da Proteção Civil pediu este sábado que a população se mantenha vigilante, explicando que depressão Marta está nesta altura a deslocar-se para Norte. Com ela vêm "vento forte, chuva persistente, queda de neve acima dos 1200 metros e agitação marítima que pode atingir os 12 metros".
Depressão Marta segue agora para norte Lusa
Mário Silvestre alertou ainda para os "riscos significativos de inundação nos rios Mondego, Tejo, Sorraia e Sado". "Há rios com potencial elevado de inundação e a situação obriga a cuidados redobrados", considerou o comandante, chamando também a atenção das populações que vivem perto dos rios Vouga, Águeda, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana.  Neste momento "há sete planos distritais ativados, 92 planos municipais e 17 declarações de situação de alerta, por municípios em vigor". Foram registadas "10.002 ocorrências, 35.443 operações e mobilizados 13.870 meios". Mário Silvestre apela à adoção de comportamentos preventivos: "Não atravesse estradas inundadas, mantenha as portas fechadas, desligue o gás e a eletricidade, afaste os equipamentos elétricos da água e, se tiver de abandonar a sua casa, leve apenas o essencial, sem esquecer os medicamentos."
A Proteção Civil chama igualmente a atenção para "os cabos elétricos caídos nas vias, que podem estar em carga", deslizamentos de terras, bem como para os cuidados no que toca à reparação de telhados. "Infelizmente já tivemos quedas em altura, com vítimas mortais." Para  semana, está previsto um agravamento do tempo em dois dias, mas a situação será avaliada mais tarde. "Estes fenómenos são muito dinâmicos e vamos fazer as avaliações com o IPMA". Já no que toca às eleições, não está previsto reforço de meios. "O trabalho que tínhamos para fazer com a CNE está feito, não vamos reforçar meios, não há essa necessidade. Temos um plano específico para esta situação, mas sem necessidade de aumentar meios. O plano que está em vigor é o que vai ocorrer, até porque está previsto um desagravamento das condições meteorológicas.
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