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Pré-aviso de greve do INEM encaminhado para gabinete de secretária de Estado errada

SÁBADO 29 de abril de 2026 às 08:42

Esta greve está associada a 12 mortes suspeitas, das quais apenas três foram confirmadas por resultarem da possibilidade de "falta de socorro".

O pré-aviso da greve do INEM, que decorreu entre 30 de outubro e 4 de novembro de 2024, foi enviado para a secretária de Estado errada, segundo registos do Ministério da Saúde, citados pelo (DN).

VMER, INEM Carlos Barroso / Correio da Manhã

Segundo a publicação, o documento, enviado a 10 de outubro de 2024 pelo sindicato STEPH, terá sido encaminhado para o gabinete da secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, em vez de seguir para o gabinete da secretária de Estado da Gestão de Saúde, Cristina Tomé, que tutelava o INEM.

Esta greve está associada a 12 mortes suspeitas, das quais apenas três foram confirmadas por resultarem da possibilidade de "falta de socorro".

Numa Comissão Parlamentar de Inquérito na semana passada, Cristina Tomé garantiu que nunca recebeu o pré-aviso, versão corroborada pela sua chefe de gabinete, Anabela Barata, que por sua vez assumiu ter recebido um e-mail do STEPH a alertar que iria enviar um pré-aviso. Contudo, ao não receber, decidiu não levar o assunto à secretária de Estado. 

O registo de circulação do e-mail, constatado pelo DN, indica que foi inicialmente recebido por um serviço de apoio e depois foi reenviado internamente para o gabinete de Ana Povo. O e-mail foi ainda reenviado pelo chefe do gabinete do SES, Nuno Freitas Rodrigues, agora membro do Grupo Parlamentar do PSD, para uma adjunta do seu gabinete com a indicação "para análise e conhecimento". 

O Ministério da Saúde, apesar de admitir um "engano", sustenta que a responsabilidade de reagir cabia ao INEM, que terá recebido a comunicação. Defende ainda que os dois e-mails, de aviso e pré-aviso, estavam associados no sistema, permitindo o seu cruzamento. 

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