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Mau tempo: Câmara de Leiria volta a apelar a entrega de bens essenciais

Lusa 01 de fevereiro de 2026 às 18:19

No sábado, a autarquia tinha informado que os bens alimentares e artigos de higiene entregues tinham já ultrapassado as necessidades, pedindo à população para cessar a entrega.

A Câmara de Leiria informou este domingo que o surgimento de novas situações sinalizadas, na sequência da depressão Kristin, verificou-se um novo aumento das necessidades de bens essenciais, sobretudo ao nível da alimentação.
Leiria apela à entrega de bens essenciais após mau tempo CMTV
"Depois do último apelo, a resposta da nossa comunidade foi extraordinária", divulgou a autarquia, informando que os bens recolhidos "foram distribuídos pelas juntas e uniões de freguesias, permitindo dar resposta às necessidades identificadas nessa fase". No sábado, a Câmara de Leiria, tinha informado que os bens alimentares e artigos de higiene entregues tinham já ultrapassado as necessidades, pedindo à população para cessar a entrega. "Pedimos à população que não entregue mais bens alimentares, nem artigos de higiene, uma vez que as necessidades nestas áreas se encontram largamente supridas", informou o município. Já hoje, a Câmara informou que "a procura foi muito superior" ao que inicialmente se previa, pelo que "à medida que o trabalho no terreno prosseguiu e que novas situações foram sinalizadas, verificou-se um novo aumento das necessidades, sobretudo ao nível da alimentação". Por esse motivo, o município de Leiria voltou hoje a apelar à entrega de bens alimentares não perecíveis.
Os mesmos podem ser entregues no Estádio Municipal -- Porta 10, onde os bens estão a ser recolhidos por funcionários e voluntários que tem participado nas ações para ajudar o concelho a recuperar a normalidade. A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador. Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal. Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos. O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 08 de fevereiro.
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