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Mau tempo: Câmara da Marinha Grande clarifica procedimentos e locais para entrega de resíduos

Lusa 03 de fevereiro de 2026 às 17:26

A Câmara apela "à colaboração de todos para uma gestão eficaz dos resíduos, garantindo a segurança da população e o restabelecimento progressivo da normalidade".

O município da Marinha Grande divulgou esta terça-feira procedimentos que a população deve seguir na recolha, triagem e deposição de resíduos resultantes de quedas de estruturas, limpeza de espaços exteriores e intervenções urgentes em habitações, na sequência da depressão Kristin.
Munícipes da Marinha Grande colaboram na recolha de resíduos após mau tempo CARLOS BARROSO/LUSA
A Câmara apela "à colaboração de todos para uma gestão eficaz dos resíduos, garantindo a segurança da população e o restabelecimento progressivo da normalidade", num comunicado em que esclarece "onde e o que podem" entregar. O objetivo "é garantir uma gestão segura, organizada e eficiente dos resíduos, evitando riscos para a saúde pública e assegurando o tratamento adequado de cada tipo de material", esclarece a autarquia do distrito de Leiria. Os munícipes devem proceder à triagem prévia dos materiais, separando os resíduos antes da entrega nos locais definidos pela câmara. Os resíduos de construção (sem fibrocimento), como restos de alvenaria, cerâmicos, telhas e pequenos inertes resultantes de danos estruturais devem ser entregues no Parque Municipal de Exposições (Parques de Estacionamento). Neste local podem ainda ser entregues detritos verdes, como troncos ou ramos, entulho (sem fibrocimento), resíduos leves resultantes da tempestade e fibrocimento (sem estar misturado com outros materiais). No que toca a madeiras, devem estar separadas em tábuas, estruturas de madeira e paletes danificadas. O mesmo para chapas metálicas, separadas em telas metálicas, ferragens e estruturas metálicas danificadas.
Na Zona Desportiva junto aos Campos de Ténis podem ser entregues exclusivamente detritos verdes, nomeadamente ramos, troncos, folhagem, restos de jardinagem e limpeza de terrenos. Os munícipes com meios próprios de transporte podem deslocar-se diretamente ao local para descarregar os materiais, conforme divulgado no aviso público. As empresas, por outro lado, devem "seguir os procedimentos obrigatórios" e a legislação aplicável, devendo, por isso, contactar uma empresa licenciada para a receção e tratamento de resíduos; garantir que os resíduos têm destino final em local apropriado e autorizado e não depositar resíduos industriais ou comerciais nos pontos destinados a munícipes. Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados. Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos. O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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