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Mau tempo: Alvaiázere cria Fundo Municipal de Emergência de meio milhão de euros

Lusa 08 de fevereiro de 2026 às 16:39

Segundo João Paulo Guerreiro, a verba “poderá, no futuro, vir a ser reforçada, conforme as necessidades”.

A Câmara de Alvaiázere aprovou um Fundo Municipal de Emergência, no montante inicial de meio milhão de euros, complementar aos seguros e ajudas do Estado, destinado a famílias e empresas afetadas pelo mau tempo, foi este domingo anunciado.
Alvaiázere cria fundo de emergência após mau tempo, com verba a reforçar MIGUEL A. LOPES/LUSA
“A Câmara Municipal da Alvaiázere reuniu-se na passada sexta-feira, para aprovar uma revisão orçamental com várias alterações, mas da qual destacamos a criação do Fundo Municipal de Emergência, para fazer face aos danos provocados nas famílias e nas empresas do concelho” devido ao mau tempo, afirmou hoje à agência Lusa João Paulo Guerreiro, presidente do município do distrito de Leiria gravemente afetado pelo mau tempo. Segundo João Paulo Guerreiro, a verba “poderá, no futuro, vir a ser reforçada, conforme as necessidades”. “Vamos, entretanto, apresentar à Assembleia Municipal na próxima sexta-feira para aprovação, mas acreditamos que tudo será aprovado”, declarou, referindo que decorrem as ações para operacionalizar e regulamentar a medida. O autarca salientou que o fundo, 400 mil euros para famílias e 100 mil euros para empresas, “será sempre complementar” aos apoios dos seguros e do Estado. Destacando que o município “já destinou do seu próprio orçamento meio milhão de euros”, João Paulo Guerreiro reiterou a disponibilidade do executivo para aumentar o fundo caso haja “necessidade de reforço” e dentro das “possibilidades orçamentais” da autarquia. O presidente da Câmara justificou a iniciativa face à “enormidade dos danos provocados em Alvaiázere por esta catástrofe”. No sábado, em declarações à agência Lusa, João Paulo Guerreiro declarou que a quase totalidade das casas de primeira habitação no concelho sofreu danos.
“O nosso parque habitacional, em termos de casas de primeira habitação, são cerca de 3.500. De uma forma ou de outra, eu diria que 3.499 tiveram algum tipo de dano. Eu ainda não vi nenhuma que não tivesse sofrido um dano mais ligeiro ou mais grave”, afirmou João Paulo Guerreiro. O autarca admitiu que possa existir “alguma habitação que não tenha sofrido danos”, mas confessou não ter ainda encontrado. “Tivemos uma devastação de mais de 95% das nossas infraestruturas, sejam habitações, sejam empresas, sejam edifícios públicos”, assinalou ainda. Catorze pessoas morreram em Portugal desde o dia 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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