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Marques Mendes na hora do trambolhão: "Não vou fazer endosso de votos"

Marco Alves 18 de janeiro de 2026 às 21:32

"A responsabilidade é minha, toda minha e apenas minha", afirmou sobre a derrota sofrida nas presidenciais.

Quase sozinho, apenas com o ministro Castro Almeida (seu amigo) presente, o candidato do Governo saiu destroçado. Não vai apoiar minguem na segunda volta
Marques Mendes reconhece derrota na corrida à presidência João Cortesão
Quando, alguns minutos depois das oito da noite, alguns apoiantes de Marques Mendes começaram a vestir os casacos e a sair do hotel Sana Malhoa, foi um bom sinal da noite eleitoral que se adivinhava. Não era para menos, dadas as projeções das televisões, que davam o social-democrata a lutar pelo quarto lugar com Gouveia e Melo – uma hecatombe para um candidato conhecido do país todo e que era apoiado pelos partidos do Governo. Às sete da tarde em ponto, quando chegou ao hotel acompanhado pela mulher, o semblante de Marques Mendes era desde logo revelador de que já tinha tido conhecimento das projeções das televisões – uma fuga de informação que correu também pelas telemóveis dos jornalistas. Marques Mendes discursou ainda antes das 21h30, numa altura em que estava em quinto lugar nos votos apurados. “Assumo a responsabilidade pelo resultado. É minha, toda minha”, disse, acrescentado que não fica “amargurado nem ressentido”. O seu semblante mostrava pelo menos desapontamento e tristeza. Antecipando perguntas de jornalistas (que nem houve, porque abandonou o local após o discurso). Marques Mendes quis deixar desde já a sua posição para a segunda volta: “Não vou fazer endosso de votos. Não sou dono dos votos que me foram depositados”. Na fila da frente, estava apenas um representante do Governo, que apoiou a sua candidatura. Era o ministro Castro Almeida, amigo pessoal de Marques Mendes. Do CDS-PP, que também o apoiou, estava apenas o deputado Paulo Núncio na fila da frente. Carlos Moedas, presidente da câmara de Lisboa, fez questão de estar também presente. E Rui Moreira naturalmente, ele que era o mandatário nacional da candidatura. Do PSD, apenas alguns deputados, como Eva Brás Pinho, António Rodrigues ou Cristóvão Norte. Coisa muito pouca para Marques Mendes, o candidato que chegou a liderar sondagens e acabou como o primeiro dos últimos.
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