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Mafra quer máscaras transparentes para facilitar comunicação com surdos

23 de dezembro de 2020 às 18:55

Recomendação, apresentada pelo PAN, foi aprovada na Assembleia Municipal, recomendando ao município que distribua máscaras transparentes aos cidadãos com limitação auditiva, funcionários municipais dos balcões de atendimento e profissionais das escolas.

A Assembleia Municipal de Mafra aprovou recomendar à câmara o uso de máscaras transparentes por vários profissionais e nos balcões de atendimento ao público para facilitar a comunicação com os surdos, segundo a proposta hoje divulgada.

A recomendação, apresentada pelo PAN, foi aprovada na Assembleia Municipal na quinta-feira à noite, recomendando ao município que distribua máscaras transparentes aos cidadãos do concelho com limitação auditiva, funcionários municipais dos balcões de atendimento ao público e profissionais das escolas e jardins-de-infância.

O documento sublinha que "a máscara tapa uma boa parte do rosto e torna difícil avaliar a comunicação não verbal das pessoas".

Além disso, "para a comunidade surda e pessoas com muita limitação auditiva esses constrangimentos são acrescidos, na medida em que usam a leitura labial para auxiliarem a compreensão de si e dos outros e, neste sentido, a máscara torna-se numa barreira.

A recomendação sustenta que "seria importante ter em conta esta minoria e ajudar a mitigar estes constrangimentos comunicacionais", através do uso de máscaras transparentes pelos funcionários nos balcões de atendimento ao público municipais.

Baseando-se em dados dos Censos de 2011, o PAN lembra que existem no concelho 2.821 pessoas com limitação auditiva e 147 são surdas.

Desde o início da pandemia, Mafra, no distrito de Lisboa, contabiliza 2.387 casos confirmados, dos quais 761 estão ativos, 1.591 recuperaram e 35 morreram.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.718.209 mortos resultantes de mais de 77,9 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 6.343 pessoas dos 383.258 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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