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Ex-dirigentes do Chega tinham propaganda do 1143 em casa. Um tinha até um taco de basebol
Rui Roque propôs numa convenção nacional do Chega retirar os ovários a mulheres que abortassem. João Peixoto foi candidato a uma autarquia em Guimarães. Ambos militavam no Chega e no 1143.
O ex-dirigente do Chega do Algarve Rui Roque foi detido no âmbito da Operação Irmandade, esta terça-feira, 20 de janeiro. O líder do núcleo de Faro do Grupo 1143 tinha em casa um taco de basebol de madeira além de diverso material de propaganda do Chega e do extinto Ergue-te. Havia também variada propaganda nazi referente ao grupo ultra nacionalista que foi alvo de buscas da Polícia Judiciária (PJ). João Peixoto, ex-candidato do Chega a uma junta de freguesia de Guimarães, e a mulher, Rita Castro, também militante do Chega, tinham centenas de objetos de propaganda do grupo extremista em casa. Os três detidos estão indiciados por crimes de discriminação e incitamento ao ódio e à violência ou ofensas corporais qualificadas contra imigrantes.
PJ
Lusa
O deputado do Chega
Mário Machado apelou publicamente a que os membros do 1143 votassem no partido Chega e como revelou esta operação policial, alguns militantes do partido eram também membros do grupo de extrema-direita Mas até um antigo deputado do Chega esteve envolvido com o grupo. Esta sexta-feira, o semanário Expresso revelou que o então deputado do Chega Miguel Arruda foi a um almoço de convívio do Grupo 1143, realizado em outubro de 2024 no Porto, em que se celebrava o primeiro aniversário daquele grupo neonazi. O Expresso apurou que, durante esse convívio, usou um passa-montanhas, que lhe tapou o rosto, de modo a não ser reconhecido. Arruda foi um defensor público de Machado. "Isto chegou a um ponto que é impossível permanecer em silêncio. A minha total solidariedade com o meu líder André Ventura e Pedro Pinto, por esta tentativa de silenciamento, e para com Mário Machado, que a manter-se a decisão no Tribunal da Relação vai ser um preso político", escreveu na plataforma X, dia 25 de outubro de 2024. Depois apagou a publicação. As interações virtuais entre os dois remontam a de 2024. A artista brasileira de funk MC Pipokinha ia dar um concerto na Fexpomalveira, na Malveira, concelho de Mafra – e por motivos xenófobos, Mário Machado e o seu Grupo 1143 queriam cancelar o evento. "Por amor de Deus, podem falar sobre isto?", pediu no X aos deputados André Ventura, Bruno Nunes, Miguel Arruda, Pedro Frazão, Rita Matias e Pedro Pinto. A 20 de julho, só Miguel Arruda respondeu: "Feito." O evento acabou cancelado e Arruda congratulou o neonazi: "Não tenho problema nenhum em vir publicamente agradecer pelo alerta que deixaram e pelas vossas ações na Malveira." Mário Machado respondeu: "Muito obrigado, sr. deputado. E o nosso reconhecimento pelo contributo também do Chega, e outros movimentos. Já agora, parabéns pela coragem de partilhar o nosso conteúdo e ainda por cima ter vindo comentar. Tiro-lhe o chapéu".Artigos Relacionados
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