Estruturas sindicais da PSP e GNR reúnem-se hoje com o Governo para negociações
Em causa está o incumprimento do acordo assinado com o Governo em 2024, que aumentou em 300 euros o suplemento de risco, para valores distintos do da PJ, mas que ainda não concretizou a revisão salarial, de carreira e do sistema de avaliação.
As organizações sindicais da PSP e da GNR reúnem-se esta quinta-feira com o Governo para concluir a negociação do suplemento especial para o controlo de fronteiras aeroportuárias, exigindo alguns sindicatos e associações discutir também o subsídio de risco.
A reunião, em Lisboa, foi convocada pelo Ministério da Administração Interna (MAI) e antecede uma outra, em 29 de setembro, sobre a reestruturação das carreiras e a organização do tempo de trabalho, segundo as convocatórias a que a Lusa teve acesso.
Na terça-feira, sete associações da GNR e sindicatos da PSP enviaram ao ministro da Administração Interna, Luís Neves, uma carta solicitando a inclusão na agenda, "com cárater prioritário", da "atribuição de um suplemento de risco justo e adequado, nos mesmos moldes e em condições equivalentes às aplicáveis aos profissionais da Polícia Judiciária" (PJ), bem como do "aumento dos vencimentos, através da revisão do regime remuneratório das forças de segurança".
Na semana passada, a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) e a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), que não subscreveram a carta, anunciaram um ciclo de protestos conjuntos entre 22 de setembro e 30 de outubro.
Em causa, sustentaram, está o incumprimento do acordo assinado com o Governo em 2024 por cinco organizações sindicais, que aumentou em 300 euros o suplemento de risco, para valores distintos do da PJ, mas que ainda não concretizou a revisão salarial, de carreira e do sistema de avaliação.
No sábado, o MAI assegurou, numa nota, que a marcação das reuniões de hoje e de dia 29 "não foi uma reação aos protestos" e sim "o cumprimento do calendário que sempre esteve previsto".