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Carneiro pede recato e contenção ao Governo durante a campanha

Lusa 25 de setembro de 2025 às 13:29

"Governo deve ter especial recato e contenção nas ações para evitarmos cenários degradantes como aquele a que assistimos nas últimas eleições legislativas", defendeu.

O secretário-geral do PS pediu hoje recato e contenção ao Governo do PSD/CDS-PP nas suas ações durante a campanha para as eleições autárquicas, lembrando-o que tem o dever da isenção e da imparcialidade.
José Luís Carneiro fala sobre alterações nas leis da imigração, em Lisboa Lusa
"Nesta fase em que nos encontramos, o Governo deve ter especial recato e contenção nas ações para evitarmos cenários degradantes como aquele a que assistimos nas últimas eleições legislativas no [mercado do] Bolhão, no Porto", afirmou José Luís Carneiro à entrada para a assinatura do Compromisso Autárquico da Área Metropolitana do Porto, na Trofa, no distrito do Porto. O socialista aludia ao facto de, em abril, o Governo ter assinalado um ano de funções no Mercado do Bolhão, no Porto, onde se realizou o Conselho de Ministros. Na ocasião, o Governo estava demissionário, tendo a situação sido criticada pela oposição que classificou aquela iniciativa como uma ação de campanha eleitoral.
José Luís Carneiro disse ter informação de que há membros do Governo a fazerem "aquilo que não devem" nesta fase eleitoral, mas não apontou casos concretos. "Portanto, deixo ficar este apelo aos membros do Governo e ao senhor primeiro-ministro para que haja contenção e recato nas ações do Governo que possam colidir com deveres de isenção e de imparcialidade que devem ser observados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE)". Questionado pelos jornalistas sobre que ações são esses que denuncia, José Luís Carneiro apontou, a título de exemplo, um acordo que está para ser estabelecido em Braga entre o Governo e a câmara municipal, numa altura em que o atual presidente da câmara está em campanha eleitoral. "Mas, podia dar outros exemplos, nomeadamente na Amadora há dias com o próprio ministro das Infraestruturas", frisou, exortando a que não se confunda funções governativas com campanha.
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