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Carneiro aponta "namoro com beijos e amuos" entre AD e Chega e diz que alternativa é o PS

Lusa 28 de junho de 2026 às 17:12

Segundo o líder socialista, os portugueses sabem que "este Governo não responde aos seus problemas e sabem que existe uma alternativa", defendendo que o PS é essa alternativa "sólida, responsável e credível".

O secretário-geral socialista, José Luís Carneiro, considerou este domingo que há um "namoro" entre a AD e o Chega, que é feito entre "beijos e amuos", defendendo que a alternativa para os portugueses é o PS.

Secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro ANTÓNIO COTRIM/LUSA

"Os portugueses podem não acompanhar todas as manobras políticas da AD e o Chega e nem perceber o namoro que umas vezes é feito com beijos, outras vezes é feito com amuos", acusou José Luís Carneiro, numa intervenção no arranque da reunião da Comissão Nacional do PS, que decorre em Lisboa.

Na reunião, que prossegue aberta à Comunicação Social com a apresentação das moções setoriais do último congresso, Carneiro voltou a acusar de falhar em várias áreas.

Segundo o líder socialista, os portugueses sabem que "este Governo não responde aos seus problemas e sabem que existe uma alternativa", defendendo que o PS é essa alternativa "sólida, responsável e credível".

No dia em que se assinala um ano da sua primeira eleição como secretário-geral do PS, Carneiro dirigiu-se ao primeiro-ministro, Luís Montenegro: "Se a economia cresce menos e perde competitividade, a culpa não é do Partido Socialista. É um falhanço do seu Governo", acusou.

Para Carneiro, "Governo da AD" é o nome da responsabilidade pelo facto de Portugal ter tido "um défice superior a 30 mil milhões de euros nas exportações de bens em 2025", pela queda do investimento direto estrangeiro e por as famílias "viverem pior".

O líder do PS afirmou que quando chegou à liderança do partido o "único compromisso" que assumiu foi o de "servir Portugal", acrescentando que, em cada decisão tomada, colocou "sempre o interesse do país acima de qualquer interesse partidário ou pessoal".

Considerando que o "trabalho está longe de terminar", Carneiro voltou a elencar as "quatro grandes prioridades" para os próximos meses, a primeira das quais apresentar uma proposta económica para aumentar a produtividade e a competitividade do país.

"Segundo, reduzir o impacto do aumento do custo de vida. É tempo de derrubar o muro de insensibilidade que o Governo ergueu perante as dificuldades das famílias", disse, voltando a acusar o Governo de ir "ao bolso dos portugueses todos os dias" nos impostos sobre os combustíveis.

O PS comprometeu-se a valorizar as pensões mais baixas, considerando que os pensionistas que enfrentam dificuldades "não precisam de discursos", mas "de respostas e de ação" e por isso o PS vai voltar a apresentar as propostas que tem nesta área.

Carneiro exigiu ao Governo sensibilidade e competência para enfrentar três das "maiores preocupações" dos portugueses e das novas gerações: a habitação, os rendimentos e a saúde, disse ainda, considerando que o executivo PSD/CDS-PP "tem que dar resposta em vez de andar em manobras ideológicas com o partido da extrema-direita".

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