Câmara de Lisboa garante que metrobus "não está na gaveta" e "é para executar"
A ligação Alcântara-Algés aguarda conclusão do estudo de impacto ambiental (EIA) e parecer da Agência Portuguesa do Ambiente (APA). O projeto prevê um traçado de 21 quilómetros, com 29 paragens.
O vice-presidente da Câmara de Lisboa garantiu esta terça-feira que o metrobus entre a capital e Oeiras "não está na gaveta" e "é mesmo para acontecer", adiantando que está a ser preparado o projeto de estudo de impacto ambiental.
"[O metrobus] não está na gaveta, é para executar, a ligação Alcântara-Algés até já foi para estudo de impacto ambiental, portanto é mesmo para acontecer", assegurou Gonçalo Reis, que respondia a questões do deputado municipal João Monteiro (Livre), na sessão desta terça-feira da Assembleia Municipal de Lisboa (AML).
Uma vez concluído o projeto de estudo de impacto ambiental (EIA), o mesmo será submetido à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para emissão de parecer. Quanto ao novo elétrico 16 Lisboa-Loures, o EIA já foi submetido à APA, adiantou à Lusa fonte do executivo.
O metrobus Lisboa-Oeiras e o novo elétrico 16 Lisboa-Loures são projetos que constam das grandes opções do plano da Câmara Municipal de Lisboa (CML) 2026-2030.
O transporte elétrico em via dedicada (BRT) a ligar os concelhos de Lisboa e Oeiras, num investimento total na ordem dos 93,5 milhões de euros, deve entrar em funcionamento em 2028. O "Transporte Rápido Lisboa-Oeiras" assenta na tecnologia Bus Rapid Transit (BRT ou metrobus) com autocarros elétricos, permitindo reforçar duplamente as ligações nos eixos Alcântara- Algés e Benfica-Algés, sendo as novas ligações feitas em canal dedicado, num traçado de 21 quilómetros, com 29 paragens.
Na reunião desta terça-feira da AML, o deputado João Monteiro questionou ainda a câmara sobre os despejos no Pátio da Quintinha, na freguesia do Beato, um prédio urbano submetido a leilão eletrónico na sequência de um processo executivo da AC Rodrigues, Construções e Investimentos S.A. Em resposta, o presidente da CML, Carlos Moedas, garantiu que "a câmara vai avançar" e que vão iniciar-se negociações com o proprietário.
Em novembro, a CML decidiu, por proposta do PCP, avaliar a possibilidade do exercício do direito de preferência na venda do Pátio da Quintinha, onde residem 95 pessoas, no sentido de assegurar o direito à habitação. "Não vamos deixar as pessoas na ansiedade, a câmara estará aqui, mas penso que neste momento, até por uma questão de uma negociação que possa ser feita com o proprietário, será feita com discrição", sublinhou Carlos Moedas esta terça-feira.
Já em resposta a questões do Chega sobre o anunciado regulamento municipal de ruído, o vereador Vasco Anjos (IL) adiantou que a câmara conta ter "muito em breve" um regulamento "que possa melhorar a vida na cidade". "Temos já um texto bastante finalizado, vamos acomodar contributos que ainda esperamos esta semana e contamos, até ao final da segunda quinzena de maio, submeter para apreciação o regulamento municipal do ruído e então dar inicio a procedimento de consulta pública", detalhou o vereador com o pelouro do Ambiente.
Já sobre o acordo entre a CML e as plataformas de TVDE (Transporte Individual e Remunerado de Passageiros em Veículos Descaracterizados), também em resposta ao Chega, o vice-presidente explicou que se trata de um convénio que não prevê penalizações, mas sim uma série de compromissos de parte a parte.
Segundo o autarca, o acordo prevê a criação de zonas vermelhas onde não vai ser possível a tomada ou largada de passageiros, como no eixo central da Avenida da Liberdade, por exemplo, estando a direção de Mobilidade da CML a trabalhar com as plataformas de TVDE na definição de algumas zonas piloto.
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