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António José Seguro pede concentração de votos para garantir "um democrata" na 2.ª volta

Lusa 14 de janeiro de 2026 às 11:51

Um dia depois da sondagem que o coloca em segundo lugar, muito próximo do candidato apoiado pelo Chega, o pedido de Seguro foi para que os portugueses "pensem bem".

António José Seguro pediu esta quarta-feira aos portugueses que "evitem um pesadelo" nas eleições presidenciais de domingo e apelou à concentração de votos na sua candidatura para garantir que um democrata passe à segunda volta.
Seguro, candidato a Presidente, discursa sobre o regresso das presidências abertas JOSÉ COELHO/LUSA
"Aquilo que eu peço a cada portuguesa e a cada português é que evitem um pesadelo. E, para evitarem um pesadelo na noite de dia 18 para dia 19, e dormirem bem, é garantir que um democrata possa passar à segunda volta, que é o meu caso", apelou o candidato presidencial apoiado pelo PS no arranque do dia de campanha durante uma visita ao mercado de Vila Franca de Xira, distrito de Lisboa. Um dia depois da sondagem que o coloca em segundo lugar, muito próximo do candidato apoiado pelo Chega, o pedido de Seguro foi para que os portugueses "pensem bem", porque defendeu que só um voto em si é que pode "eleger um Presidente democrata, moderado, que quer ser o Presidente de todos os portugueses e que é um defensor da Constituição da República". "A minha responsabilidade é de apelar a cada portuguesa e a cada português para concentrar os votos na minha candidatura para que a democracia passe à segunda volta", referiu. Questionado sobre se está a fazer, insistentemente, avisos de que as sondagens não ganham eleições porque teme que os votos da esquerda dispersem por estar bem posicionado nessas pesquisas de opinião, o candidato apoiado pelo PS explicou que a sua preocupação foi porque sentiu "uma euforia nos últimos dias a dizer isto está a ganho". "Ora, não está a ganho. As sondagens não ganham eleições. Quem ganha eleições e elege presidente são os portugueses. Cada portuguesa e cada português com o seu voto é que vai decidir e, aquilo que é a minha responsabilidade como democrata, como defensor da Constituição, como defensor do Serviço Nacional de Saúde e defensor da escola pública, é dizer às pessoas pensem bem, porque só o voto no Seguro é que pode garantir a passagem à segunda volta e eleger um presidente democrata, moderado", enfatizou. Segundo o candidato apoiado pelo PS, "a escolha é muito simples". "Quem quer o radicalismo e o extremismo, vota nesse candidato. Quem quer a moderação, a defesa da Constituição, a democracia com qualidade, um Serviço Nacional de Saúde que responda a tempo e horas aos portugueses, vota em mim", disse, referindo-se a André Ventura, mas sempre sem dizer o seu nome.  Seguro respondeu aos jornalistas que nunca apelou "à desistência de ninguém". "Eu apelo é aos portugueses e acredito no bom senso dos portugueses. E acredito que os portugueses, no próximo domingo, sabem que há uma escolha. Ou um candidato de extrema-direita ou um candidato moderado", enfatizou, sublinhando que para si nenhum eleitor está perdido.
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