O 11 de Setembro americano, esse mostrou a força destrutiva do terrorismo apocalíptico, que abriu uma sequência de guerras com resultados escassos, mas também com muitos mortos. O dia 11 de Setembro não é só mau, dá azar.
Há dias que dão para o torto e, para os meus contemporâneos no “Ocidente”, não todos, mas quase todos, o 11 de Setembro bem pode ganhar as palmas negras do dia mais sinistro. Em 11 de Setembro de 1973, dá-se o golpe de Pinochet, e em 11 de Setembro de 2001, os ataques da Al-Qaeda nos EUA. Milhares de pessoas morreram nesses dias, não porque tivesse havido qualquer terramoto, ou pandemia ou qualquer catástrofe natural, mas porque homens resolveram atacar outros homens, por razões ideológicas puras. Para quem pensa que as ideologias são mais benévolas do que as políticas, tem aqui dois exemplos do contrário. O golpe contra Allende interrompeu de maneira sangrenta uma experiência de “caminho para o socialismo”, ambígua e imperfeita, com consequências ainda por verificar, na economia, na sociedade e na democracia do Chile, mas sem uma réstia da violência que o país conheceu debaixo de Pinochet. O 11 de Setembro americano, esse mostrou a força destrutiva do terrorismo apocalíptico, aqui voltado para as pessoas comuns, que abriu uma sequência de guerras com resultados escassos, mas também com muitos mortos. O dia 11 de Setembro não é só mau, dá azar.
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