Só mais um cofre, mãezinha
Pedro Marta Santos
10 de dezembro de 2019

Só mais um cofre, mãezinha

Nas escutas que constam da Operação Visconde fazem-se referências a 794 cofres-fortes, baús, armários falsos e fundos de colchões de arguidos sujeitos a provável inquirição em 2020 (o mais tardar em 2032)

Em rigoroso exclusivo, estou em condições de divulgar os pontos mais escaldantes da acusação do Ministério Público no âmbito da Operação Visconde, que investiga os relacionamentos de cumplicidade parapsicológica entre dezenas de figuras públicas e agentes políticos que frequentaram os restaurantes O Manjar dos Amigos e Adega da Mamã Adelaide em 2015/2019. Nas escutas que constam do processo fazem-se referências a 794 cofres-fortes, baús, armários falsos e fundos de colchões de arguidos sujeitos a provável inquirição em 2020 (o mais tardar em 2032). Das quase oito centenas de cofres e porquinhos-mealheiros investigados, destaca-se o conteúdo dos seguintes:

Cofre de Joacine Katar Moreira
– DVD do filme O Discurso do Rei, de Tom Hooper; poster de Rosa Parks debruado a castanha de caju; um boneco de vudu com três agulhas de croché espetadas no baixo ventre de Rui Tavares; um GNR em frasco de formol.

Cofre de Rui Rio
– Duas cadernetas caducadas de Tickets-Restaurante; CD Espiritual de Pedro Abrunhosa; alvo de dardos com o rosto de Luís Montenegro (pré-transplante capilar); quatro exemplares do best-seller kosovar Como se Desfazer de Um Jornalista Sem Ser Apanhado.

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