Os anjos não têm Costa
Nuno Rogeiro
11 de outubro

Os anjos não têm Costa

Parece ser um processo natural na política e na vida: depois do poder vem a morte. Sereno ou violento, súbito ou pausado, mas o fim. A grande questão é saber como nos preparamos para esse momento.

Na antiga freguesia lisboeta dos Anjos, largamente integrada em Arroios, António Costa perdeu, com algum fragor, a maioria.

Pode ter sido pelas 350 mil visualizações pré-eleitorais da denúncia-choque da SÁBADO, que dava voz a suspeitas de anos. Mas foi, sobretudo, como o próprio PM terá reconhecido atrás de portas, o resultado de uma grande revolta contra as políticas do Estado, versão central e versão municipal.

Na versão municipal, segundo os analistas, os quatro grandes trunfos da administração tombada tinham sido o Terminal de Cruzeiros, a nova Avenida da República, a Ribeira das Naus e a Praça de Espanha feita jardim.

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