Os extremos tocam-se
João Pereira Coutinho Politólogo, escritor
15 de abril

Os extremos tocam-se

Concordo com a ideia [de Santos Silva de que “Não há atribuições de culpa colectiva em Portugal”]. E concordo porque sempre fui um individualista impenitente. Não sei o que são os ciganos. Nem os negros. Nem os brancos. Nem os gays. Nem as mulheres. Nem o diabo a quatro.

A PRIMEIRA VOLTA das presidenciais francesas não trouxe novidades, escreveu-se por aí. Talvez não tenha trazido. Mas isso, longe de tranquilizar os espíritos, devia alvoroçá-los: será que as democracias liberais já se habituaram ao colapso do centro “moderado” e ao crescimento imparável dos extremos?

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