Contra os canhões
João Pereira Coutinho Politólogo, escritor
22 de janeiro

Contra os canhões

A julgar pelas capas dos jornais, que todos os dias nos oferecem mais um suspeito de vigarices entre a classe política, talvez as “armas” pudessem ser substituídas pelas “bolsas”. Os “canhões” dariam lugar aos “ladrões”.

Acompanho os protestos dos professores. Entendo a fúria que os move. É o salário (miserável), é a progressão na carreira (lenta ou estagnada), são as “colocações” a centenas de quilómetros de distância (os médicos terão ajuda do Estado na casa e na remuneração se forem para o Interior; os professores que se amanhem). Mas é, em todos eles, a repulsa justíssima que sentem pela burocratização demencial que tomou conta da profissão. Eles querem ensinar. Mas metade do tempo, ou mais de metade, é passado a preencher papelada diversa e repetitiva cuja utilidade é nula.

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