A UE alarga o seu arco de proteção e passa do alerta à proatividade. O Escudo Europeu da Democracia engloba a resiliência democrática como um dos elementos da Defesa contra a ameaça russa. Da Ilha Terceira, Açores, percebe-se a importância de mantermos firmes os pontos estratégicos que construíram uma arquitetura de segurança em risco de ruir. Nunca como hoje, o transatlantismo deve ser encorajado.
A Europa demorou a mudar o chip, mas já percebeu que só travará a ameaça russa com assertividade, iniciativa e propósito -- não apenas com cautela, reserva e reação. A Comissão avançou com o Escudo Europeu da Democracia. Só com um espaço cívico aberto as democracias europeias resistirão à guerra híbrida russa, à polarização, à desinformação. Uma "sociedade civil" informada, esclarecida e participativa nunca aceitará um modelo tipo Kremlin. Ser europeu continuará a significar dinamismo, diversidade, exigência, Liberdade. Para isso são precisas eleições livres e justas, meios de comunicação social independentes, instituições democráticas robustas. Caminha-se para redes voluntárias de influenciadores para aumentar a sensibilização para as regras relevantes da UE. Na Defesa, o nuclear volta a ser tema. França concluiu o processo de modernização das forças de dissuasão nuclear com o novo míssil ar-terra ASMPA-R (médio alcance), destinado à Força Aérea Naval e testado com sucesso por um caça Rafale Marine, sem ogiva nuclear. A Força Aérea Naval Estratégica francesa passou a poder operar com mísseis de última geração a partir de porta-aviões, que assim se complementam com a nova versão dos mísseis balísticos intercontinentais M51.3, implantados em submarinos nucleares lançadores de mísseis. Em processo de desenvolvimento está a próxima geração de armamento estratégico, com o míssil ar-terra nuclear ASN4G, que deverá estar operável em 2035, e o míssil balístico M51.4, ainda em fase de conceção.
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Enquanto nos digladiamos com as frivolidades quotidianas, ignoramos um problema de escassez estrutural que tratará de dinamitar as nossas parcas possibilidades de liderarmos o pelotão da economia do futuro, para a qual não estamos minimamente preparados.
Os momentos mais perigosos da História não são aqueles em que tudo colapsa, mas aqueles em que todos fingem que nada está a mudar. Em 1026, ninguém previa a avalanche de transformações que se seguiria.