Sábado – Pense por si

Bruno Faria Lopes
Bruno Faria Lopes Jornalista
03 de fevereiro de 2026 às 23:00

Porque uma economia favorável não trava o populismo

Um dos melhores ciclos económicos na nossa democracia convive com a ascensão da direita radical populista. Parece um contrassenso, mas não é.

Quando The Economist chamou “economia do ano” a Portugal houve propaganda e sarcasmo. “É pena não se refletir nas pessoas”, foi uma das muitas respostas ao destaque dado pela conta oficial do Governo nas redes sociais. Se em 2012, no fundo do poço da crise da zona euro, nos tivessem dito que estaríamos hoje num dos mais longos ciclos de crescimento em meio século de democracia, sem contas públicas e externas deficitárias, perto do pleno emprego, com salários reais a compensarem um ciclo inflacionista recente e a taxa alta de poupança que tínhamos antes de entrar no euro… teríamos assinado por baixo. E, no entanto, assistimos ao velório do bipartidarismo, à ascensão da fúria populista, ao cinismo generalizado sobre a política e o país. A relação entre a economia e a política já não é o que era?

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