Instantâneos ou quase (57)
António José Vilela Diretor-adjunto
24 de julho

Instantâneos ou quase (57)

Anda por aí gente a dizer que se prende e acusa por dá-cá-aquela palha. Os exemplos são os ministros ilibados em julgamento. E os ilustres condenados? Ninguém se lembra?

Justiça I
Sempre que é detido alguém ilustre lá vem a ladainha de alguns sobre o justicialismo. Da justiça e sobretudo do jornalismo. Não era melhor que se concentrassem naquilo que é óbvio: alguém foi detido e devemos dar a notícia com todos os pormenores possíveis?

Justiça II
Em Portugal, para alguns, deter alguém famoso para interrogatório é uma espécie de crime. Um abuso, dizem até os doutos. Para estes, as leis sobre as medidas de coação só se aplicam a traficantes, assaltantes e outra gentinha.

Justiça III
Já viram a quantidade de jornalistas que questiona a "justiça-espetáculo"? Como se fosse possível deter um grande banqueiro, o presidente do Benfica ou um ex-primeiro ministro sem... ondas . Em que mundo vive esta gente?

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